Requião estreia como ‘coach’ nas eleições 2020

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) não quer nem ouvir falar em candidatura à Prefeitura de Curitiba, como apregoam seus correligionários e partidos de centro-esquerda, no entanto, o emedebista virou uma espécie de ‘coach’ do PT nas eleições de 2020.

Após participar de um debate entre candidatos de esquerda à Prefeitura, na capital paranaense, Requião disse que iria telefonar para o candidato do PT, Paulo Opuzka, para orientá-lo a abandonar o discurso identitário. “Isso é uma bobagem, um beco sem saída”, criticou o ex-senador.

Para Requião, o candidato a prefeito de Curitiba precisa falar de coisas concretas e contemporâneas da cidade. Ele citou como exemplo os contratos dos municípios nas áreas do transporte, informática, lixo, dentre outros.

Além de dar pitacos na eleição curitibana, Roberto Requião também está sendo chamado a opinar nas disputas da esquerda em outras capitais brasileiras.

Portanto, Requião estreou como ‘coach eleitoral’ em 2020.

Em tempo: ‘coaching’ é aquele que recebe a orientação do ‘coach’.

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Eduardo Paes pode ser o próximo alvo da PF de Bolsonaro

Se o Brasil não é para principiantes, como diria Tom Jobim, o Rio de Janeiro não é para os fracos.

A queda do governador Wilson Witzel (PSC), afastado do Palácio das Laranjeiras por seis meses, beneficia o clã do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Já foi registrado aqui mais cedo pelo Blog do Esmael.

No jogo político-eleitoral sempre haverá um vitorioso, se houver um derrotado.

O beneficiário secundário da vitória de Bolsonaro, no entender desta página, é o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), candidato à reeleição à Prefeitura do Rio.

Por outro lado, para facilitar mais ainda a vida de Crivella, a Polícia Federal de Bolsonaro terá de deflagrar uma outra operação contra o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM).

Paes lidera as sondagens das intenções de voto para a eleição de 15 de novembro, portanto, o ex-prefeito pode ver o k-suco ferver para o lado dele.

Repousa no STF (Supremo Tribunal Federal) uma delação premiada contra Eduardo Paes sobre suposta propina recebida da Odebrecht para facilitar a assinatura de contratos de obras da Prefeitura do Rio de Janeiro relacionadas às Olimpíadas de 2016.

Eduardo Paes também foi delatado ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que, em julho do ano passado, afirmou que ajudou na arrecadação de caixa dois de campanha eleitoral do ex-prefeito. A bronca foi parar na mão do juiz Marcelo Brettas, “papagaio do pirata” Jair Bolsonaro.

Em maio passado, o juiz se tornou alvo de um procedimento disciplinar por ida a ato político com o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.