Pastor Everaldo, que batizou Bolsonaro, é preso no Rio

O pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), foi preso durante a operação Tris In Idem, deflagrada na manhã desta sexta-feira (28). A ação faz parte de investigação de corrupção em contratos de saúde pública no Rio de Janeiro e que culminou no afastamento do governador Wilson Witzel do cargo pelo STJ.

Além do pastor Everaldo, a Polícia Federal cumpre mandado de prisão contra o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Wilson Witzel, Lucas Tristão.

Entre os alvos das buscas da ‘Tris in Idem’ estão a primeira-dama Helena Witzel e André Ceciliano, presidente na Assembleia Legislativa do Rio. Agentes estiveram na sede administrativa na Casa na rua da Alfandega, a poucos metros do Palácio Tiradentes, e também na casa do parlamentar na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

A PF também cumpre mandados no Palácio Laranjeiras, no Palácio Guanabara e na residência do vice-governador.

O pastor Everaldo Pereira já foi candidato à Presidência da República em 2014 pelo PSC. Nos últimos anos, Everaldo foi um aliado político do clã Bolsonaro.

Everaldo, mais um político oriundo do ramo evangélico, foi quem conduziu a cerimônia de batismo do então deputado federal Jair Bolsonaro no rio Jordão, em Israel no ano de 2016.

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Flordelis manteve relações sexuais com filho adotivo

No curso das investigações da polícia sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo novas revelações traçam um perfil criminoso e psicopata da deputada Flordelis. Apesar de manter uma fachada de família grande e unida, a deputada federal e pastora cultivava intrigas entre os filhos, fato que ajudou a polícia na solução do crime.

Uma reportagem do “Jornal das Dez”, da GloboNews revelou o depoimento dado por um dos filhos adotivos da parlamentar. No relato, o homem apontava outros absurdos cometidos por ela, entre eles, o oferecimento de algumas das mulheres da casa a pastores estrangeiros como favor sexual.

O homem disse que passou a morar com a família na casa do bairro Rio Comprido, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Logo que se mudou para lá, a testemunha recordou que Flordelis visitou seu quarto e eles tiveram relações sexuais. O relacionamento físico continuou, primeiro constantemente e, depois, de forma esporádica, até ele começar a namorar sua atual esposa, uma frequentadora do Ministério Flordelis na época.

O depoimento divulgado pela polícia ainda relata uma ocasião em que a deputada federal recebeu pastores pentecostais estrangeiros. Segundo a testemunha, os religiosos eram negros e falavam francês. Eles vieram visitar o Ministério e ficaram hospedados na casa dela. Foi aí que Flordelis ofereceu, de forma sexual, as mulheres da casa para os religiosos “como forma de recepção”, segundo descrito pelo filho, que acompanhou tudo de perto até sair de casa em 2000, quando se casou.