Vox Populi: 74% dizem que o PT fez mais pelos pobres do que Bolsonaro

A população brasileira tem a “memória doce” em relação ao período dos governos do PT, segundo o Vox Populi.

O levantamento do Vox Populi capta o sentimento do povo: 46% dos brasileiros avaliam que o país era melhor nas épocas de Lula e Dilma. De acordo com pesquisa, 74% apontam que o PT fez mais pelos pobres e pela democracia do que o atual governo. “O Brasil é muito melhor que Bolsonaro”, avalia Marcos Coimbra, diretor do instituto de pesquisas.

Sob a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) e do financista Paulo Guedes, que colocaram o Brasil sob a mais grave e severa crise social da história política do país nos últimos 80 anos, com 15 milhões de desempregados, 50 milhões vivendo na informalidade e uma recessão brutal, o Brasil vive uma situação pior do que na época dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. É o que mostra a pesquisa Vox Populi, encomendada pelo PT e divulgada nesta terça-feira, 14 de julho.

Para 46% dos entrevistados, o Brasil era melhor sob os governos de Lula e Dilma, ambos do PT. De acordo com a pesquisa da Vox Populi, 74% dos entrevistados consideram que os governos do PT fizeram mais pelos pobres do que Bolsonaro. E 64% avaliam que os governo dois governos petistas geraram mais empregos do que a administração do líder da extrema-direita brasileira. Ainda de acordo com a Vox, 48% apontam que Lula e Dilma defenderam mais a democracia do que Bolsonaro.

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Sob Bolsonaro e Guedes PIB desabou 14,24% em apenas um ano

É um horror, como diria o saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim. Em apenas um ano, o Produto Interno Bruto (PIB) desabou 14,24% sob a batuta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

A dupla diabólica mergulha o país no desastre econômico com o aplauso da velha mídia –leia-se Globo, Veja, Estadão, Folha, etc.–, que tem parte com o diabo.

O colosso de Guedes mostra o país à beira da convulsão, com 50 milhões de brasileiros vivendo no mercado informal.

O Banco Central divulgou na manhã desta quarta-feira (14), o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia informal do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país entre maio de 2019 e maio de 2020. Os dados mostram uma queda brutal de 14,24% da economia.

O resultado mostra o impacto da pandemia do coronavírus sobre o país, provocando a paralisação de diversos setores da economia em maio.

“É um desastre sem precedentes para o país e o povo brasileiro, com o extermínio de milhões de empregos, aumento da desigualdade e da concentração de renda nas mãos dos ricos”, criticou a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

‘Impeachment Já’ de Bolsonaro
Na avaliação do PT, o resultado do IBC-Br mostra que se o povo brasileiro não pressionar o Congresso e as classes dominantes, em mais seis meses, o país estará sob ruínas: mais pobre, mais endividado e sem política de desenvolvimento, justiça social e crescimento econômico.

“A hora é de pressionarmos pelo impeachment de Jair Bolsonaro e retomarmos um caminho de prosperidade, porque desde a saída do governo da presidenta Dilma Rousseff estamos vivendo a mais perigosa e horrenda política de destruição do país, com entrega de estatais, aumento do desemprego e da desigualdade, com os ricos ganhando mais dinheiro. Basta”, disse Gleisi.

Aposta suicida e ajuste fiscal
De acordo com o IBC-BR, em maio a economia subiu 1,31%, muito abaixo da expectativa do mercado financeiro. Conforme levantamento do Projeções Broadcast, do Estadão, economistas esperavam por alta entre 1,90% e 7,20% da atividade econômica em maio, após a forte retração de abril, quando o IBC-Br registrou uma desaceleração de -9,45%.

A situação é considerada dramática porque Paulo Guedes e a equipe econômica do governo continuam fazendo uma aposta suicida de ajuste fiscal vigoroso, na contramão do que outros países estão fazendo. A economista Laura Carvalho, em entrevista à Folha nesta terça-feira, criticou a posição do Ministério da Economia de defender a retomada rápida do ajuste fiscal em 2021, após aumento de gastos para injetar este ano recursos na saúde e minimizar os danos econômicos da crise sanitária.

“No nosso caso, nós nem sequer saímos da primeira onda. Temos uma constante piora do quadro e junto com isso uma tentativa precipitada de reabertura que não nos levará a lugar algum”, criticou. Segundo Laura, que é professora do Departamento de Economia da USP, o equilíbrio da dívida pública deveria ser buscado de forma lenta e gradual ao longo dos anos.

“No ano que vem o teto de gastos volta a valer, e as projeções da Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, indicam que cumprir o teto significa paralisar a máquina pública”, aponta. Ela adverte que não haverá espaço sobrando para expandir investimentos públicos ou promover a proteção social.

Nas próximas semanas, o PT deve apresentar o primeiro esboço do plano de reconstrução e transformação do Brasil para recolocar o Estado Nacional e o aprofundamento da democracia no centro do debate sobre soluções para a crise. O projeto passa por defesa da vida, do emprego e da renda, da valorização da democracia e da soberania nacional.