Vox Populi vê Moro com candidatura ‘natimorta’ e Bolsonaro ‘sem freios’ descendo a ladeira

O Vox Populi, do sociólogo Marcos Coimbra, realizou uma nova pesquisa de opinião a pedido do PT para saber o humor do eleitorado em tempos de pandemia do novo coronavírus.

Segundo o levantamento, que será divulgado nas próximas horas, o ex-juiz Sérgio Moro tem a candidatura natimorta, ou seja, dificilmente vingará e resistirá até 2022.

O Blog do Esmael repercutiu mais cedo um artigo de Thaís Yoama, do UOL, que cravou as dificuldades de Moro: sem cargo, sem partido e sem palanque.

O Vox Populi que virá a lume em brevíssimo tempo também captou a percepção dos brasileiros após a prisão e soltura de Queiroz, o anúncio de Bolsonaro de que testou positivo para o Covid-19, o aumento do desemprego, a lambança na educação e na saúde, enfim, a falta de governo para a população e a forte presença do Estado a favor dos bancos ligados ao ministro Paulo Guedes.

Marcos Coimbra diverge dos demais institutos de pesquisa, que mostram Jair Bolsonaro consolidado com 30% de apoio entre os eleitores. A fatura pelo desgoverno já chegou, portanto.

O dono do Vox Populi enxerga outra coisa, que Datafolha, Ibope e Paraná Pesquisas não viram. Coimbra vê o capitão descendo ladeira abaixo, e sem freios.

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Atualizado em 14 julho, 2020, às 10h59

Pesquisa de opinião pública, do Vox Populi, revela que 59% da população consideram Bolsonaro incapaz de governar o país. E 62% não confiam no presidente da República para o enfrentamento da pandemia de coronavírus. O levantamento foi encomendado pelo PT.

O povo brasileiro rejeita a permanência do General Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde, porque considera a presença do militar uma solução ruim enquanto o país enfrenta a pandemia do Covid-19. Pesquisa do Vox Populi, encomendada pelo PT e apresentada à legenda pelo sociólogo Marcos Coimbra, revela que 82% da sociedade brasileira consideram ruim a permanência do militar e não de um médico no comando do ministério. Só 15% consideram Pazuello à altura da tarefa de lidar com a crise sanitária.

No último sábado, 11 de julho, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, criticou a presença de militares em postos de comando no Ministério da Saúde, considerando inadequada a opção de militarizar o órgão, quando o mais adequado seria a condução da pasta com especialistas em saúde pública. Segundo o magistrado, o Exército estaria se associando a um “genocídio” ao conduzir de maneira incompetente o Ministério da Saúde, sob o comando do general Eduardo Pazuello.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, anunciou que pretende pedir providências ao procurador-geral da República, Augusto Aras, contra as declarações do ministro. Agora pela manhã, Gilmar reiterou as críticas: “Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros”.

Isolamento é sabotado

De acordo com a Vox Populi, 75% dos entrevistados apontam que a situação da epidemia no Brasil estaria melhor se o presidente Jair Bolsonaro tivesse apoiado o isolamento social desde o início em vez de incentivar as pessoas a saírem de casa. Ele tem sabotado todas as medidas sanitárias recomendadas inclusive pelo Ministério da Saúde. Sua conduta irresponsável e imprudente, participando de manifestações e desprezando medidas de contenção da doença, é condenada por 4 em cada 5 brasileiros. A maioria avalia que o presidente despreza a saúde da população e sabota o combate ao Covid-19.

A pesquisa revela que 67% dos entrevistados consideram que a crise sanitária é mais grave do que imaginavam e só 16% acreditam que a situação é menos grave. De acordo com 68% dos eleitores do Nordeste e Sudeste, a epidemia estaria melhor se Bolsonaro seguisse as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde o início da pandemia, há quatro meses, o presidente da República reiteradamente desprezou as recomendações de autoridades sanitárias e trocou dois ministros da Saúde.

Bolsonaro é incapaz de governar

A pesquisa mostra que 59% das pessoas ouvidas pela Vox  consideram Bolsonaro incapaz de governar o Brasil neste momento. Em abril, o percentual era de 52%. Nada menos que 62% dos entrevistados não confiam que Bolsonaro vai tirar o país da crise. A maioria está pessimista em relação ao desdobramento da pandemia do Covid-19: 54% das pessoas ouvidas acham que o pior está por vir e a situação ainda vai piorar. As regiões de maior apreensão são Sul e Sudeste, com 59% e 61%, respectivamente, daqueles que consideram que a crise vai se agravar.

O levantamento de opinião pública foi realizada pela Vox Populi entre 25 de junho e 3 de julho, ouvindo 1.500 pessoas por telefone, residentes em todos os estados e no Distrito Federal, exceto Acre, Amapá e Roraima, em  capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos. A margem de erro é de 2,5%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Fora Bolsonaro: Entidades farão entrega de pedido de impeachment nesta terça

Um numeroso grupo de entidades da sociedade civil fará a entrega, nesta terça-feira (14), de um documento que pede o impeachment do presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional. O ato será na Câmara dos Deputados, em Brasília, às 10h.

O ato simbólico, respeitando todos os protocolos de distanciamento social será realizado em frente ao Congresso Nacional, informa a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Representantes de centrais sindicais, movimentos sociais, entidades estudantis e populares participarão da entrega do documento que demanda do presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o início do processo de impeachment do atual presidente por diversos crimes de responsabilidades praticados nesses 18 meses de governo.

A Campanha Fora Bolsonaro, que teve início na última sexta-feira (10), com atos e panelaços em todo o país será reforçada nesta fase. O presidente da CUT ressalta que a campanha ganhará corpo nas bases sindicais da CUT.

“É uma campanha que visa conquistar a maioria do povo brasileiro e a pressão popular pela saída do Bolsonaro. O presidente da Câmara, o Rodrigo Maia, já disse inclusive publicamente que todos os pedidos de impeachment que ele receber, ele vai sentar em cima porque impeachment só acontece se for pelo clamor popular”, diz Sérgio que conclui: “Esse é o nosso papel, Nós vamos mobilizar o povo, fazer disso nossa principal bandeira e ter o clamor popular pela saída de Bolsonaro”.

*Com informações da CUT