Globo Rural lança manual sobre como alimentar ema, após a bicada que Bolsonaro levou

O programa Globo Rural, em tom de galhofa, retuitou matéria nesta quarta-feira (14) sobre como criar e alimentar corretamente uma ema.

O site trouxe as informações originalmente publicadas no dia 27 de fevereiro de 2017. O texto foi reavivado com a repercussão da bicada da ema “comunista” no presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta terça-feira (13).

Depois de bicar o presidente, que tem Covid-19, o animal passa bem.

Bolsonaro tentava alimentar a ave quando levou a bicada. Nas redes sociais, o incidente produziu milhares de memes –todos favoráveis à ema, é claro.

O Globo Rural destaca no Twitter de hoje: “Aprenda como alimentar essa ave vista com frequência no Cerrado brasileiro”.

A matéria de três anos atrás é sobre como criar e alimentar uma ema.

“Dócil e de rápido crescimento, a ema é uma ave de criação rentável – produzindo ovos, carnes, plumas, couros e outros subprodutos”, diz a reportagem.

Mas o bicho viu algo de errado no presidente no Palácio do Alvorada. O que será?

Bolsonaro poderá se vigar do bicho e colocá-lo na panela? Possivelmente, não.

Globo Rural disse que a carne da ema é muito apreciada.

LEIA TAMBÉM

  • Ema “comunista” bica Bolsonaro, que gemeu; a ave passa bem
  • Vox Populi aponta que o fim do governo Bolsonaro está muito próximo; confira a pesquisa
  • Dino “racha” a frente ampla com Maia sobre “ausência” de Bolsonaro
  • O governo e a mídia deveriam ter vergonha por ‘caçar’ cotistas nas universidades
  • Subitamente, o governo abriu uma implacável caçada a supostos fraudadores de cota racional nas universidades públicas. Com a histeria da velha mídia, relatam a expulsão de alunos aqui e acolá, quando ambos deveriam ter vergonha da não oferta universal do ensino superior.

    O direito do acesso à educação está inscrito na Constituição Federal em diversos capítulos, a começar pelo II, artigo 6º e seguintes.

    A educação é um direito fundamental inalienável, condição para a dignidade humana, portanto dever do Estado.

    Mídia e governo, bem como as universidades públicas, ao invés de linchar alunos, deveriam lutar pela universalização do ensino público e gratuito.

    As cotas raciais são importantes para a afirmação de políticas públicas, mas elas reforçam um modelo educacional excludente e mercantilizado.

    Qual o orçamento do ensino superior público brasileiro? No ano passado, o governo executou orçamento de cerca de R$ 30 bilhões no ensino superior. Para 2020, no entanto, esse valor poderá ser reduzido para R$ 20 bilhões.

    E quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, torrou com os bancos durante a pandemia do novo coronavírus? Pasme, R$ 2 trilhões somente em março. Esse valor doado aos banqueiros daria para universalizar o ensino superior gratuito para todos os brasileiros, argentinos, venezuelanos, chilenos e colombianos.

    A velha mídia deveria ter vergonha de reverberar essa falsa indignação com supostos fraudadores de cotas raciais. A palavra-de-ordem da comunidade universitária é UNIVERSALIZAÇÃO do acesso e fora, Guedes!

    O distinto público precisa se atentar com essa repentina campanha porque ela não é para a exceção, meia dúzia de fraudadores, mas é contra todo o sistema de cotas raciais nas universidades. O governo planeja eliminar essa política pública, pois ele já declarou isso em momentos anteriores.

    Lembra do último ato de Abraham Weintraub, antes de fugir para os Estados Unidos?