Trump ameaça manifestantes com intervenção militar nos EUA, enquanto no Paraná já é realidade

Publicado em 1 junho, 2020

No sétimo dia de protestos nos EUA contra a morte de George Floyd, o presidente Donald Trump promete usar os militares para conter as manifestações nas ruas do País.

Trump avisou aos governadores que eles devem “dominar” os manifestantes ou ele usará os militares para acabar com os protestos, que são seguidos por depredações e saques no comércio.

A intervenção militar nos EUA ainda é promessa, mas no Paraná isso já é uma realidade.

Policiais militares e manifestantes se confrontaram nas ruas centrais de Curitiba durante protesto anti-racista. No local, seu ouve sons de bombas lançadas pela PM.

Segundo o jornal New York Times, em Minneapolis, tanto um relatório do governo quanto uma autópsia particular disseram que a morte de Floyd foi um homicídio, mas eles diferiam sobre fatores contribuintes e a causa específica.

Aqui está o que você precisa saber:

  • Trump diz aos governadores que eles devem “dominar” os manifestantes ou ele usará os militares para acabar com a violência;
  • Trump ordena ao Exército que mobilize um batalhão da polícia militar em Washington;
  • Autópsias concorrentes dizem que a morte de Floyd foi um homicídio, mas diferem por causas;
  • Uma semana após a morte de Floyd, a crise toma conta do país;
  • A cidade de Nova York, devastada pelo coronavírus e agora protestos, está estabelecendo um toque de recolher;
  • No local da morte de Floyd, seu irmão condenou a violência e incentivou as pessoas a votar pela mudança; e
  • O chefe da polícia de Louisville é demitido após um tiroteio fatal envolvendo a polícia.

Em suas primeiras observações da Casa Branca desde que protestos massivos tomaram o país, o presidente Trump disse na noite de segunda-feira (1º) que os saques e manifestações violentas em reação à morte de George Floyd sob custódia policial eram “atos de terror doméstico”.

Falando no Rose Garden enquanto manifestantes e agentes da lei mantinham um impasse tenso do lado de fora, Trump disse que planejava uma presença policial e militar para “dominar as ruas” com repressão.

Se os governadores não conseguissem acabar com a violência, ele disse que enviaria os militares “para fazer o trabalho por eles”.

Trump declarou que estava entre os americanos “justamente enojados e revoltados” pela morte de Floyd. Mas ele passou a maior parte de seu discurso altamente esperado apresentando-se como presidente de lei e ordem.

“Se uma cidade ou estado se recusar a tomar as medidas necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então implantarei as forças armadas dos Estados Unidos e rapidamente resolverei o problema para elas”, disse ele.

As informações são do NYTimes.

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Manifestação com confronto em Curitiba

O Blog do Esmael soube que houve confronto na área central de Curitiba, na altura da Praça Tiradentes, com policiais militares.

Coletivos anti-racistas e de combate ao fascismo do governo Bolsonaro realizam um ato contra o genocídio da população negra, nesta segunda-feira (1), saindo da Praça Santos Andrade, rumando para o Centro Cívico.

Os manifestantes foram alvo de bombas e gás lacrimogêneo, de acordo com o “Brasil de Fato Paraná”.

Em breve mais informações.

Assista ao vídeo [parcial]:

Manifestação em Curitiba

Publicado por Brasil de Fato Paraná em Segunda-feira, 1 de junho de 2020