MST e petroleiros doam alimentos e gás de cozinha neste sábado em Curitiba

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro Paulo Guedes, da Economia, aprofundam a crise das pessoas durante a pandemia de coronavírus, agricultores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e petroleiros se uniram para doar alimentos e gás de cozinha em Curitiba.

Em comunicado conjunto do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC) e dos sem-terra, famílias da vila Portelinha e do Sabará irão receber, neste sábado (13), 15 toneladas de alimentos doados pelo MST e 500 cargas de gás de cozinha arrecadadas pelo Sindipetro-PR/SC.

A ação solidária vai levar para famílias em situação de vulnerabilidade de Curitiba dois itens de primeira necessidade: alimento e gás de cozinha. A iniciativa busca contribuir para o enfrentamento à fome, que já chega a inúmeros lares neste período de crise econômica.

O arroz e feijão, bem conhecidos da mesa dos brasileiros, junto com a mandioca, legumes, frutas e hortaliças estão entre os itens que serão doados pela comunidade rural Maila Sabrina, de Ortigueira. As 370 famílias moradoras do acampamento vão reunir cerca de 15 toneladas de alimentos in natura, além de 700 pães caseiros. Esta será a segunda doação realizada pela comunidade durante a pandemia do coronavírus. A primeira ocorreu no início de abril, também para famílias da capital.

Já as 500 cargas de gás de cozinha serão doadas a partir de uma mobilização do Sindipetro entre os trabalhadores da categoria, que exigem preço justo desse produto. Apesar de ser essencial para a garantia do direito à alimentação, no último dia 25 maio a Petrobras anunciou um reajuste de 5% no preço do item. Na capital do Paraná, o botijão de 13 quilos de gás custa entre R$ 60 e R$ 80.

As doações chegarão a famílias da vila Portelinha, do bairro Santa Quitéria, e do Sabará, localizado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), ao longo da manhã e início da tarde deste sábado.

A ação será realizada com os cuidados recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a prevenção da covid-19, como uso de máscaras e sem aglomerações.

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    A doação de alimentos deste sábado faz parte de uma campanha nacional do MST em solidariedade às famílias urbanas que enfrentam a fome neste período de pandemia da covid-19. No Paraná, foram doadas mais de 168 toneladas de alimentos, a maior parte produzida sem agrotóxicos e vindas de pelo menos 100 acampamentos e assentamentos do estado.

    Desde o início de maio, as doações de alimentos frescos acontecem toda semana, em alguma região do estado. As ações têm se convertido em grandes mutirões de solidariedade, com a partilha de alimentos produzidos em áreas já destinadas à reforma agrária ou onde famílias camponesas lutam pelo direito de permanecer na terra.

    Em Curitiba, cerca de 4.300 marmitas agroecológicas já foram doadas a pessoas em situação de rua e moradores de bairros da periferia da capital. As refeições são produzidas todas as quartas-feiras por militante do MST e pessoas voluntárias, e levam produtos vindos de comunidades do movimento de várias regiões do estado. Também foram produzidas e distribuídas 400 máscaras de tecido.