Moro sofre ‘deslike’ no Youtube, diz Globo

O Globo em campanha e na torcida pelo ex-ministro Sérgio Moro contou 180 mil curtidas negativas [‘deslikes’ ou ‘dislikes’] em um post publicado pela revista Crusoé, publicação do site de extrema direita O Antagonista.

De acordo com Globo, das 670 mil visualizações na coluna de estreia de Moro tem 185 mil reações negativas e somente 15 mil curtidas.

O Blog do Esmael se solidariza com Moro porque também vem sofrendo ‘dislikes’ e campanhas contrárias da extrema direita. [Portanto, caro leitor, aproveite para se inscrever e dar um like no nosso canal no Youtube.]

O Sonar destaca que, após ter deixado o governo no fim de abril, o ex-titular da Justiça e Segurança Pública está isolado nas redes sociais, sobretudo no Twitter, enquanto seus posicionamentos enfrentam questionamentos de usuários alinhados à esquerda do espectro político e não conseguem ampliar o engamento de Moro entre pessoas posicionadas ao centro.

De acordo com o jornal dos Marinho, no texto de estreia de Sergio Moro na Crusoé –“Honra e fuzis”– o tema foi pouco abordado entre os usuários. “A maioria das mensagens diz respeito à campanha para reagir ao vídeo com milhares de impressões negativas.”

Segundo o Globo, a campanha de ‘deslike’ no Youtube está sendo efetiva e também atinge o Twitter.

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Pesquisa aponta Sérgio Moro como principal adversário de Bolsonaro em 2022

Pesquisa da Quaest Consultoria mostra que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro é hoje o principal adversário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na corrida presidencial de 2022.

De acordo com o levantamento, feito entre os dias 14 e 17 de junho, com 1000 entrevistados distribuídos pelas 27 unidades da federação, Moro aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro tem 22%.

O ex-ministro supera seu antigo chefe em alguns segmentos, como entre pessoas com mais de 60 anos (24% a 22%) e com renda mensal superior a cinco salários mínimos (24% a 15%). Moro também está à frente de Bolsonaro nas regiões sudeste (24% a 21%) e sul (20% a 18%).

Na terceira e na quarta colocações, estão nomes da esquerda. Derrotado no segundo turno em 2018, Fernando Haddad, do PT, tem 13%. Já Ciro Gomes, do PDT, registra 12%. Em quinto e sexto lugares aparecem o apresentador Luciano Huck (5%) e Guilherme Boulos (3%), do Psol. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), registra apenas 2%. 23% dos ouvidos pela pesquisa dizem não ter candidato.

A Quaest terminou o levantamento um dia antes da prisão de Fabrício Queiroz, miliciano e operador de um esquema de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Não mediu, portanto, o impacto dessa notícia.

Já os efeitos da pandemia de Covid-19, que já matou mais de 50 000 pessoas no Brasil, foi devidamente registrado. Os dados não são nada bons para Bolsonaro, que desdenhou da doença. De acordo com a pesquisa, a desaprovação ao trabalho do presidente no combate ao novo coronavírus subiu de 47%, em abril, para 59%, em junho.

Entre os que votaram em Bolsonaro em 2018, cresceu de 19% para 31% os brasileiros que rejeitam a forma como o presidente conduz a crise.

A sondagem também mostra que o auxílio emergencial não melhorou a imagem de Bolsonaro. Entre os brasileiros que associam o benefício ao presidente, 37% avaliam mal a forma como ele enfrenta a pandemia de coronavírus e 35% avaliam bem. Para os entrevistados, o Congresso (50%), e não o presidente (37%), é o principal responsável pelo auxilio emergencial.

Com informações da Veja.

Moro vende terreno na Lua

A pandemia do novo coronavírus fez com que a pauta da corrupção “precluir”, há cem dias, para usarmos uma expressão do direito.

Combate à corrupção é como se fosse um terreno na Lua. Já discutimos isso aqui em diversas oportunidades.

A velha mídia, aos poucos, faz a transição/regressão de pauta. Deixa o coronavírus para embarcar no surrado fetiche da corrupção.

Os jornalões querem fazer de Moro um eterno vendedor de terrenos na Lua. Até lhe arranjaram colunas para vender seu “imóvel” aos mais desavisados.

Os barões da mídia pensam em Moro para concorrer com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022. Ou é o ex-juiz ou o vendedor óleo capivara, governador João Doria (PSDB-SP), para enfrentar o bicho papão do PT.

A tática eleitoral da mídia corporativa parece bem clara: polarizar a disputa presidencial entre o caçador de corrupto e os ladrões; há um plano para santificar o ex-ministro e demonizar Bolsonaro. Seria, portanto, uma polarização pela direita –se o atual presidente conseguir candidatar-se à reeleição.

Para os “luas pretas” da velha mídia, o carimbo de corrupto também cairia bem em Bolsonaro –além do PT.

Note o caríssimo leitor que, nessa transição/regressão de pauta, do coronavírus para a corrupção, a discussão sobre a desgraça na economia segue incólume.

Nem os jornalões nem Moro se prontifica a debater a quebradeira que fazem no País desde o advento do mensalão e, mais recentemente, da Lava Jato.

A ladainha do combate à corrupção já dura 15 anos.

Quanto mais suspostamente se combate a corrupção, geometricamente, fica mais evidente a pauperização da sociedade. Por que isso? Porque eles não têm projeto de nação por trás dessa suposta luta, a não ser os interesses de grupos econômicos.

Eles permanecem inertes ante a ausência de um plano de desenvolvimento, crescimento, geração de emprego, salário e renda para os brasileiros.

Portanto, Moro seria uma continuidade piorada de Bolsonaro. Mas com uma diferença básica: o ex-ministro fala em inglês.