Gleisi critica Bolsonaro por recriação de ministério para agradar Centrão

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), pelo Twitter, criticou na manhã desta quinta (11) a recriação do Ministério das Comunicações pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A pasta recriada foi entregue ao deputado Fábio Faria (PSD-RN), membro do Centrão e genro do empresário Silvio Santos, dono da rede de televisão SBT.

Bolsonaro tinha jurado que iria pilotar o Brasil com apenas 15 ministérios, no entanto, agora já somam 23.

“Era compromisso de Bolsonaro reduzir a máquina pública”, lembra a dirigente petista. “Agora recria ministério!”

Segundo Gleisi, era promessa tirar políticos dos ministérios. “Agora os indica!”

A presidenta do PT afirma que era seu mantra de Bolsonaro governar livre de partidos. “Agora está lá com todo o centrão!”, critica.

Para a deputada Gleisi Hoffmann, a atitude de Bolsonaro é autêntica de um presidente “fake news”.

LEIA TAMBÉM
Bolsonaro usa privatizações e distribuição de cargos para retardar impeachment

Feriado de Corpus Christi tem “Bolsonaro traidor” em alta nas redes sociais

Silvio Santos vem aí. Topa tudo por dinheiro?

Fachin vota pela legalidade de inquérito sobre fake news no STF

Partidos entram com ação no STF contra intervenção de Bolsonaro nas universidades

Oito partidos apresentaram uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) pela derrubada da medida provisória que permite ao governo escolher de reitores temporários para universidades federais durante o período da pandemia da covid-19 no País.

Assinam o documento PSB, PDT, PT, PSOL, PCdoB, Rede, Partido Verde e o Cidadania. No documento, as legendas afirmam que a medida viola o princípio da gestão democrática e a autonomia do ensino público previsto na Constituição Federal.

“A MP retira das próprias instituições de ensino a autonomia para deliberar, de acordo com as circunstâncias locais específicas, sobre a adoção de meios alternativos de consulta da comunidade acadêmica”, diz a representação.

A Adin pede a suspensão imediata dos efeitos da medida. A MP elimina a necessidade do processo de consulta pública ou lista tríplice para embasar a definição dos nomes. Na prática, o presidente da República Jair Bolsonaro poderá intervir diretamente no comando e restringir a autonomia das instituições.