Felipe Neto pede ‘perdão’ pelo passado bolsonarista

Quem vê hoje a valentia do youtubers Felipe Neto nas redes sociais, contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não imagina seu passado bolsominion. Sim, ele já foi um bolsonarista doente.

“Sim, no passado eu nutria um ódio pelo PT q era sobrenatural”, reconheceu pelo Twitter o youtuber, que tem 37,7 milhões de seguidores no Youtube e 11,4 milhões no Twitter.

“Sim, no passado, ao ser confrontado pela pergunta “Bolsonaro ou Lula”, eu disse que não votaria num corrupto, logo só sobrava o Bozo (na época)”, faz o mea culpa Felipe Neto.

“Mudei, arrependi, corrigi e lutei contra Bolsonaro no 1° e 2° turnos”, disse, como se pedisse ‘perdão’ pelo passado.

A discussão nas redes sociais veio à tona com a súbita lembrança, pela esquerda, do passado bolsominion de Felipe Neto.

“Eu esperava ver ataques da direita, mas pessoas de esquerda desencavando vídeos de ANOS pra tentar impedir q eu ajude contra o bolsonarismo? Bizarro”, reclamou o youtuber. “É esse o motivo dessas pessoas só repelirem os outros e não conseguirem simpatia. Se isolam e depois não entendem porque perdem eleições.”

Pecador confesso, Felipe Neto jura que continua não sendo eleitor do PT até hoje, mas, afirma que estudou mais a fundo e aprende muita coisa, principalmente sobre o mantra “mais razão, menos emoção”. “Jamais escolheria qualquer político alinhado com a filosofia de Bolsonaro, sob nenhuma hipótese, qualquer que fosse o adversário.”

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Reginaldo Lopes requisita ao STF busca e apreensão dos exames de coronavírus de Bolsonaro

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que os exames de Covid-19 feitos pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro sejam alvo de busca e apreensão. O deputado argumentou que a sociedade brasileira tem o direito de saber se o presidente da República colocou em risco a população, diante do fato de Bolsonaro ter, desde o início da pandemia, incentivado e participado de aglomerações, debochando das medidas de confinamento social para conter a expansão da doença.

A ação do deputado é um aditamento que dá sequência a uma notícia-crime que apresentou contra Bolsonaro. Na petição (PET) 8744, no final de março, Reginaldo Lopes apresentou notícia-crime contra Bolsonaro por prática do crime de infração de medida sanitária a resultar em perigo comum. Na PET, o parlamentar citou as atitudes do presidente que teriam incentivado a população a descumprir as medidas de isolamento recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a pandemia do novo coronavírus, como ter cumprimentado cidadãos na Praça dos Três Poderes em 15/3 e utilizado os termos “histeria”, “uma simples gripezinha” e “resfriadinho” para se referir à pandemia. Lopes pediu ao STF a antecipação de provas sobre o exame do presidente, cujo resultado nunca foi divulgado.

“Gripezinha”
Nos argumentos do aditamento apresentado, o deputado relembrou que no último dia 30, Bolsonaro “voltou a afirmar que pode ter contraído o coronavírus”. Em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre, durante visita à capital gaúcha, o chefe do Executivo declarou que “talvez já tenha pegado esse vírus no passado, talvez, talvez, e nem senti”. “Decerto, os laudos dos exames a que fora submetido o presidente da República para a detecção de Covid-19 são relevantes para comprovação das imputações constantes no processo em epígrafe, bem como para que a douta Procuradoria Geral da República realize novo estudo sobre a viabilidade de apresentação de eventual denúncia contra o Presidente da República”, afirmou Reginaldo.

“Desse modo, merecem ser resguardados antecipadamente todos os elementos de provas que possam ser relevantes aos fatos investigados, principalmente os laudos dos exames a que fora submetido o Presidente da República para a detecção de Covid-19”, pontua o deputado no documento.

A peça jurídica impetrada pelo deputado petista na Suprema Corte é assinada pelos advogados Joelson Dias, Thyago B. S. Mendes e Camila Carolina Damasceno Santana.

Na noite de sexta-feira (8), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou as decisões que obrigavam Jair Bolsonaro a apresentar os resultados dos exames. A decisão foi do presidente da Corte, João Otávio Noronha.