Internet dá uma “fraquejada” com o coronavírus

Em abril de 2017, o então deputado Jair Bolsonaro disse durante uma palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro, que tinha dado uma “fraquejada”.

“Eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”, disse na época.

Dois anos depois, em tempos de coronavírus, é a internet quem deu uma “fraquejada”, qual seja, ficou mais lenta.

Tomando o verbo “fraquejar” emprestado do presidente da República, os principais aplicativos de internet no Brasil estão diminuindo a qualidade do serviço para atender a demanda.

O isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19, levou NetFlix, Globoplay, Amazon Prime, Facebook, dentre outros serviços de streaming a reduzir as taxas de Bits nas suas transmissões.

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O Facebook o Instagram reduziram a velocidade para evitar o congestionamento da internet, sobretudo na Europa. O Google e sua plataforma de vídeo, o YouTube, também seguiu o mesmo caminho.

Segundo especialistas, à medida que a demanda suba no Brasil a tendência é que a velocidade da conexão caia e a latência aumente.

No exterior, o tráfego via redes IP subiu 40%, e o consumo de dados móveis cresceu 25% desde o início da quarentena.

Há o temor que o WhatsApp, principal canal de comunicação entre familiares, entre em colapso no Brasil. Mas, por enquanto, não passa de apenas um temor.