Donald Trump escapa do impeachment no Senado dos EUA

Prevaleceu a lógica. O Senado dos Estados Unidos, de maioria republicana, rejeitou por 52 votos a 49 a convocação de testemunhas para o processo de impeachment do presidente Donald Trump.

A magra vitória sinaliza que Trump será salvo pelo Senado na votação final da próxima quarta-feira, dia 5, quando o relatório do processo vai a plenário.

Além de livrar Trump do impeachment, o Senado também decidiu que jamais ouvirá John Bolton, cujo livro, se for publicado, alegará que o presidente dos EUA o instruiu para ajudar na campanha de pressão sobre o caso Ucrânia.

Em dezembro passado, a Câmara, de maioria democrata, aprovou o impeachment, em duas votações/acusações:

  • Abuso de poder – 230 votos a favor e 197 contra
  • Obstrução de Congresso – 229 votos a favor e 198 contra

Porém, nesta sexta-feira (31), o Senado rejeitou o prolongamento do processo negando a convocação de testemunhas e caminha para arquivar definitivamente o impeachment na próxima semana.

LEIA TAMBÉM
Movimento 65, nome fantasia do PCdoB, aposta em sangue novo na eleição 2020

Para se livrar de Moro em 2022, Bolsonaro quer nomeá-lo já no STF

Regina Duarte convida Carlos Vereza para compor equipe da Cultura

Como começou o processo de impeachment

O inquérito foi aberto após a revelação de um telefonema entre ele e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em 25 de julho.

Durante a conversa, Trump pediu para o colega ucraniano investigar se o ex-vice-presidente Joe Biden (do Partido Democrata) encerrou uma investigação sobre uma empresa onde seu filho, Hunter Biden, trabalhava. Trump também pediu ao líder europeu que atuasse no assunto com Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado do presidente americano, e o procurador-geral William Barr.

Joe Biden, que foi vice durante a administração de Barack Obama, é pré-candidato à vaga do Partido Democrata para disputar as eleições presidenciais de 2020, e aparece em primeiro lugar nas pesquisas. É, portanto, o mais cotado para enfrentar Trump deste ano.