Por Esmael Morais

Abuso contra Lula ofuscou a criminosa reforma da previdência

Publicado em 07/08/2019

Juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal, teve a decisão cassada pelo Supremo.

A Lava Jato prestou mais um desserviço ao Brasil ao criar uma cortina de fumaça, nesta quarta-feira (7), com a transferência de Lula para um presídio de São Paulo, enquanto, atrás da espessa névoa, a Câmara concluía a votação da reforma da previdência.

Graças à rápida manifestação das forças vivas e democráticas da nação, expressada no Congresso Nacional, o Supremo cassou o abuso contra o ex-presidente.

Dito isso — e somente isso, o dia todo–, os brasileiros não tomaram conhecimento que estavam sendo saqueados desde o alvorecer.

Não se falou hoje no fim da aposentadoria, muito menos na derrota dos destaques do PT e da oposição à reforma da previdência patrocinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) cujo resultado alegra os bancos e a velha mídia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), liderou a pancada nos idosos, viúvos, órfãos e deficientes. Anote aí esse nome, caro leitor fluminense: Rodrigo Maia.

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Por 352 votos a 135, a base governista manteve esta noite no texto o novo cálculo das aposentadorias, equivalente a 60% da média de todos os salários de contribuição por 20 anos de recolhimento, acrescido de 2% por cada ano a mais.

Atualmente, a média é calculada com 80% dos maiores salários de contribuição.

Com o fim da análise dos destaques na Câmara, a proposta será enviada ao Senado.

Principais pontos

Entre outros pontos, a reforma da Previdência aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

Na nova regra geral para servidores e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

Com informações da Agência Câmara