Por Esmael Morais

“Vá pra Bolívia!” é o novo bordão da direita racista de Bolsonaro

Uma declaração do deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ), partido do presidente Bolsonaro, causou mal estar internacional por unir preconceito contra os índios e contra os bolivianos. O deputado direitista disse que “quem gosta

Publicado em 06/01/2019

Uma declaração do deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ), partido do presidente Bolsonaro, causou mal estar internacional por unir preconceito contra os índios e contra os bolivianos.

O deputado direitista disse que “quem gosta de índio, que vá para a Bolívia, que além de ser comunista ainda é presidida por um índio”.

Ou seja, numa só frase ele agrediu os índios, quem tem simpatia por suas civilizações, os bolivianos e os comunistas.

Rodrigo Amorim foi um dos protagonistas da quebra da placa em homenagem a Marielle Franco durante a campanha eleitoral.

O presidente da Bolívia Evo Morales, que é de origem indígena, rebateu a grosseria.

“Lamentamos o ressurgimento da ideologia de supremacia racista. Perante a intolerância e a discriminação, nós povos indígenas promovemos o respeito e a integração. Temos os mesmos direitos porque somos filhos da mesma Mãe Terra.” Escreveu Morales pelo Twitter.

O ex-presidente boliviano Carlos Mesa também criticou a grosseria: “Declaração revoltante de deputado brasileiro ofende a Bolívia e não expressa a irmandade de nossos povos. Diferenças ideológicas entre governos não justificam tal afirmação. O indígena é parte essencial de nossas identidades e nossa força como nação”.

Com informações do UOL.