Carta Capital sugere que Bolsonaro usou dados roubados do Facebook

O portal da Revista Carta Capital publicou uma matéria sugerindo que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) pode ter feito uso de dados roubados da rede social Facebook. A matéria publicada nesta sexta-feira (19) sugere que um braço brasileiro da mesma empresa que atuou de maneira ilegal na campanha de Donald Trump, possa ter feito o mesmo no Brasil.

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A matéria chama a campanha de Bolsonaro de guerrilha virtual. Ninguém mais tem dúvidas que existe um forte esquema de disseminação de notícias falsas.

Mas o que a Carta Capital especula é se o roubo de dados de usuários do Facebook ocorrido em setembro foi  para subsidiar o banco de dados usado para os ataques cibernéticos.

“Foram ‘roubados’ os dados de 400 mil usuários e, a partir desse “roubo”, os hackers obtiveram informações sobre 30 milhões de pessoas.”

Esses dados seriam essenciais para que os ataques cibernéticos surtissem resultado. As informações roubadas tornariam possível mandar as “fake news” de maneira direcionada, tratando diretamente dos interesses do indivíduo.

Isso só seria possível se houvesse um banco de dados com o perfil psicológico dos alvos.

“A campanha do ex-capitão repete estratégias verbais e operacionais de Donald Trump na disputa pela Casa Branca em 2016. Um dos filhos de Bolsonaro, Eduardo, esteve em agosto, em Nova York, com o principal estrategista de Trump na campanha, Steve Bannon.” Afirma a matéria.

A guerrilha virtual de Trump foi operada pela Cambridge Analytica (CA). A operação se tornou pública no ano passado gerando um escândalo na imprensa mundial e obrigando o Facebook a pedir desculpas públicas pelo uso indevido dos dados.

A oito dias do segundo turno das eleições no Brasil vão surgindo cada vez mais indícios de que a extrema direita está usando de métodos ilegais para vencer as eleições. Resta saber se o assunto será investigado como se deve e se alguma atitude será tomada pela Justiça.

A matéria completa está no Portal da Carta Capital

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