Por Esmael Morais

PM abandona Vigília Lula Livre e põe em risco apoiadores de ex-presidente

Publicado em 09/05/2018

A Vigília Lula Livre, no entorno da Polícia Federal de Curitiba, corre riscos após a Polícia Militar do Paraná retirar as viaturas que faziam a segurança no local.

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Desde a prisão ilegal de Lula, em 7 de abril, militantes de todo o país se concentram na região em apoio e solidariedade ao ex-presidente Lula.

De acordo com a organização da Vigília Lula Livre, a PM, a Prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná estariam rompendo um acordo firmado após o atentado com 20 tiros contra o acampamento Marisa Letícia.

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O presidente do PT do Paraná, Dr. Rosinha, foi à Vigília nesta terça (8) à noite e denunciou o ocorrido. “Não houve nenhuma negociação para tirar a segurança. Foi uma decisão unilateral da Secretaria de Segurança Pública. Temos que ficar muito atentos, porque agora provocadores podem chegar aqui, agora podem inclusive subir de carro, atropelar pessoas. Estamos muito preocupados.”

Abaixo, leia a íntegra da nota publicada pelos organizadores da Vigília:

NOTA DA VIGÍLIA LULA LIVRE

As organizações que integram a Vigília Lula Livre denunciam a Prefeitura de Curitiba por ter desmarcado em cima da hora reunião agendada para o dia 9 (quarta), cuja pauta seria sobre a estrutura da vigília.

Denunciamos também o governo do estado por ter retirado hoje (8) parte da proteção policial de algumas ruas no entorno da Superintendência da PF, por ter reduzido o efetivo da Polícia Militar, colocando em risco manifestantes e a comunidade devido ao trânsito de carros e, já nesta madrugada, devido ao risco de violência contra manifestantes e contra o acampamento Marisa Letícia, como já foi observado em outros momentos.

Reafirmamos que mantemos na vigília nossa programação, atividades e quatro tendas instaladas, reforçando a disposição de lutarmos até a liberdade de Lula – livre, inocente e com direito a disputar as eleições.

Cobramos então das autoridades condições e segurança para realização do direito à livre manifestação, com diálogo e garantias, como temos feito desde o início.

Curitiba, noite do dia 8 de maio de 2018.