Requião quer “princípio da moralidade” barrando “todos” os ministros de Temer

O senador Roberto Requião (MDB-PR) não é nenhum fã de Roberto Jefferson, mas vê com estranheza que o tal “princípio da moralidade” só barre a filha do ex-mensaleiro, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), no Ministério do Trabalho. Para ele, o instituto jurídico também deveria valer para os demais ministros de Michel Temer enrolados em falcatruas.

“Por que o princípio da moralidade só impede Cristiane Brasil de ser ministra? E os outros? Pelo menos boa parte deles? Banana Republic?”, tuitou Requião, ao comentar liminares da Justiça Federal do Rio e do TRF-2 que proibiu a filha de Jefferson assumir o cargo.

A estranheza de Requião não se restringe somente a ex-futura ministra do Trabalho. Durante a semana, o parlamentar também manifestou espanto com a agilidade do Ministério Público acerca da denúncia de “homofobia” do apresentador Ratinho e, ao mesmo tempo, pressa de tartaruga para defender o petróleo brasileiro e a soberania nacional.

“Poderoso e rápido MP denúncia Ratinho por homofobia, mas lento e ausente nada diz sobre indenização absurda da Petrobras , demolição da CLT, compra de parlamentares e entreguismo do governo! Ratazanas?”, sapecou.

Pela tese de Requião, além de Cristiane Brasil, os dez ministros alvos de processos deveriam ser barrados pelo STF; e, além da pressa contra Ratinho, o MP também deveria ser mais rápido para defender o Brasil e os trabalhadores da rapinagem.

É a “injusta justiça” que embala a convocação de Requião para a “revolução democrática” a partir de 24 de janeiro, em Porto Alegre, no julgamento de Lula pelo TRF-4. “É nosso dever cívico derrubar pelo voto a ordem jurídica injusta estabelecida no Brasil”, prega.

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