Mais um massacre de presos

Mais dez presos morreram hoje (29) na Cadeia Pública de Itapajé (CE), a 125 km de Fortaleza. Este é o quarto massacre neste mês de janeiro de 2018.

No início do mês, após três motins, 13 apenados morreram no complexo prisional de Aparecida de Goiânia (GO), na região metropolitana da capital de Goiás.

Em 2017, os massacres nos presídios deixaram 134 mortos. Mais que a chacina do Carandiru, em 1992, que matou 111 presos sob custódia do Estado.

Os motivos desses massacres são superlotação nos presídios e cadeias, falta de condições de higiene, alimentação estragada, presos provisórios que aguardam o julgamento, violência do sistema contra os apenados, etc.

O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, ficando atrás apenas da Rússia (2ª) e dos Estados Unidos (1ª).

Crítica ao sistema prisional brasileiro

Michel Temer não tem um plano para conter os massacres. Pelo contrário, aplaude para o público interno, mas tem frouxos intestinais com a repercussão internacional.

Se o Estado não tem condições de garantir a integridade física dos presos, pois bem, solte-os.

Não é possível um sistema prisional manter 40% presos provisórios, sem julgamento, e outros 25% devido à repressão às drogas cujo potencial ofensivo à sociedade é baixíssimo.

Pela sua formação fascista, a mídia adora a carnificina nos presídios porque não há um branco ou rico sequer entre as vitimas. São pretos e pobres, invisíveis aos olhos da sociedade. São alguns a menos para incomodar os abastados. São negócios para os gestores de presídios privados — contribuidores de campanhas.

O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo com 760 mil presos (equivalente a população inteira de Butão, país localizado na Ásia). Uma insanidade absoluta, portanto.

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