Réu por ‘participação em organização criminosa’ pediu expulsão de Requião no PMDB

Um dos “laranjas” de Romero Jucá (PMDB-RR) que pediu a expulsão do senador Roberto Requião (PMDB-PR) do partido é réu por peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e participação em organização criminosa. Trata-se de Francisco de Assis Costa Filho, que teve os bens bloqueados em agosto de 2016 pela Justiça do Maranhão. Ele responde processo por improbidade administrativa.

O autor do pedido de expulsão de Requião é investigação pela existência de “funcionários fantasmas” no quadro do município de Pio XII, no Maranhão, onde era vereador. O juiz Raphael Leite Guedes entendeu que cerca de R$ 2,5 milhões haviam sido desviados do município para pagamento de funcionários fantasmas e, por isso, bloqueou bens de Assis Filho e outros 47 denunciados no processo.

‘Francisco de Assis’ de santo não tem nada, segundo relato de Rafael Xavier, ex-presidente da Comissão Eleitoral da Convenção Nacional do PMDB e atual presidente do PMDB de Curitiba.

Além de operar fantasmas no âmbito da administração pública, o moço que se arvora presidente nacional da JPMDB também opera uma juventude nacional fantasma. “Não houve nova convenção ou indicação de provisória, logo a Juventude Nacional não existe de fato nem de direito”, explica Xavier.

Por falta de consenso na JPMDB, continua Rafael Xavier, “a Comissão Eleitoral presidida por mim não empossou o diretório e não há ata ou documento legítimo que possa comprovar o contrário”.

“O senhor que assina a expulsão do senador Requião e se diz presidente da JPMDB, é o atual secretário Nacional de Juventude, réu no Maranhão por peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e participação em organização criminosa.”

O cargo de secretário Nacional de Juventude é um órgão ligado à Casa Civil do governo federal. Nesta semana, a revista Época denunciou que o Palácio do Planalto está usando um contrato com a Unesco – agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que fomenta a educação, a ciência e a cultura – para garantir rendimentos a pessoas ligadas à legenda em 11 estados.

A ficha corrida de Francisco de Assis Costa Filho, uma espécie de ‘Romerinho Jucá do Maranhão’, deverá engrossar os argumento do senador Roberto Requião pela expulsão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do dono do laranjal, isto é, de Romero Jucá, investigado pela lava jato no STF.

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