Por Esmael Morais

Deputado que defendeu anistia a Eduardo Cunha assume Ministério da Justiça

Publicado em 23/02/2017

Após o golpe que derrubou Dilma Rousseff, em 31 de agosto de 2016, Serraglio defendeu uma anistia ao então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) investigado pela Lava Jato por ter recebido R$ 5 milhões em propina da Petrobras.

“Eduardo Cunha exerceu um papel fundamental para aprovarmos o impeachment da presidente. Merece ser anistiado”, disse o parlamentar paranaense na época.

Não teve jeito. Cunha foi cassado e está preso em Curitiba desde outubro do ano passado.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou em vídeo que Serraglio é do grupo de Eduardo Cunha. “Ele não é do meu time”.

A indicação de Osmar Serraglio, portanto, é a comprovação de que será “estancada a sangria” da Lava Jato como prenunciou o senador Romero Jucá (PMDB-RR) em gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Portanto, a ida de Serraglio para a Justiça — somada com a aprovação de Alexandre Moraes para o Supremo — é a complementação prática da “Solução Michel” para barrar a Lava Jato em todas as frentes.