Em editorial, Folha agora prega golpe contra Dilma e Temer. Adivinha quem assumiria a Presidência?

Folha de S. Paulo, em editorial publicado neste sábado (2), surtou de vez ao defender a "deposição constitucional" da presidente Dilma Rousseff e a renúncia do vice-presidente Michel Temer, que, na opinião do veículo, não dispõe de apoio da sociedade; publicação afirma que presidente tem que ser afastada mesmo que falte "comprovação cabal" de que ela tenha cometido crime; "Dilma deve renunciar já para poupar o país do trauma do impeachment", prega jornal dos Frias, que também pede o afastamento da "figura nefasta" de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara; fórmula levaria à Presidência da República o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Folha de S. Paulo, em editorial publicado neste sábado (2), surtou de vez ao defender a “deposição constitucional” da presidente Dilma Rousseff e a renúncia do vice-presidente Michel Temer, que, na opinião do veículo, não dispõe de apoio da sociedade; publicação afirma que presidente tem que ser afastada mesmo que falte “comprovação cabal” de que ela tenha cometido crime; “Dilma deve renunciar já para poupar o país do trauma do impeachment”, prega jornal dos Frias, que também pede o afastamento da “figura nefasta” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara; segundo a Folha, essa fórmula levaria à convocação de eleições em 90 dias.

O jornal Folha de S. Paulo, em editorial publicado neste sábado (2), surtou de vez ao defender a “deposição constitucional” da presidente Dilma Rousseff e a renúncia do vice-presidente Michel Temer, que, na opinião do veículo, não dispõe de apoio da sociedade.

O editorial, que representa a opinião oficial do jornal, afirma que a presidente tem que ser afastada mesmo que falte “comprovação cabal” de que ela tenha cometido crime. “Dilma deve renunciar já para poupar o país do trauma do impeachment”.

A Folha também diz que é importante afastar a “figura nefasta” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.

Pela fórmula do jornalão dos Frias, por WO, a Presidência da República cairia no colo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Na sequência, o próximo na linha sucessória seria o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Folha, no entanto, propõe que o  Tribunal Superior Eleitoral julgue as contas da chapa eleita em 2014 e a casse. “Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.”

Neste momento de desatino da Folha, recorre-se à opinião supersincera do ministro Luís Roberto Barroso: “Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”.

Leia a íntegra do editorial da Folha:

Nem Dilma nem Temer

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.

É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.

Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.

Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.

A administração foi posta a serviço de dois propósitos: barrar o impedimento, mediante desbragada compra de apoio parlamentar, e proteger o ex-presidente Lula e companheiros às voltas com problemas na Justiça.

Mesmo que vença a batalha na Câmara, o que parece cada vez mais improvável, não se vislumbra como ela possa voltar a governar. Os fatores que levaram à falência de sua autoridade persistirão.

Enquanto Dilma Rousseff permanecer no cargo, a nação seguirá crispada, paralisada. É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do país.

Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões, mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional.

Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. Não que faltem indícios de má conduta; falta, até agora, comprovação cabal. Pedaladas fiscais são razão questionável numa cultura orçamentária ainda permissiva.

Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão.

A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da estagnação.

O Tribunal Superior Eleitoral julgará as contas da chapa eleita em 2014 e poderá cassá-la. Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.

Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo.

Dilma Rousseff deve renunciar já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo.

14 Comentários

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  3. apoiar o golpe é apoiar o eduardo cunha que tem varios crimes e se tornou presidente do congresso apoiado pelos tucanos para nao ser preso, entao quem apoia o golpe nao quer que as investigaçoes continuem pois esses mesmos empreteiros financiam as campanhas de todos pois o dinheiro era o mesmo vindo das falcatruas de obras em todos os estados da federaçao assim como as obras em sao paulo que essas empreteiras tem.

  4. Concordo em poupar o país do trauma. Mas o trauma do golpe que essa imprensa medíocre está tentando nos enfiar goela abaixo.

  5. Se ninguém tem condições agora de assumir um novo governo, vamos fazer novas eleições.

    Por que de governar já sabemos que não!A crise tá ai, e nada foi feito par mudar, nem para a corrupção, nem da tributação.

    Mas antes de tudo medidas contra a corrupção tem que serem aprovadas, e ainda, nada de 30 partidos políticos. No máximo 5.

    Chega de tanta confusão, e oportunismo nesse país.

  6. Em uma época dessas soltar um editorial assim….culhão.

  7. E ESSA MIDIA GOLPISTA, SO VAI PARAR DE JOGAR GASOLINA, QUANDO VER O BRASIL ARDENDO EM CHAMAS. FORA GOLPISTAS!!!

  8. Isto é apenas a opinião da Folha, de factivel nada. E por sinal de um viés autoritário. Oras, se há uma crise “sem precedentes” como diz o jornalão, os responsáveis por ela são bem mais a oposição golpista e boa parte deste congresso mercantilista. Como pode um partido ter a vice presidência da republica e vários ministérios e parte dele jogar contra o próprio governo como faz o PMDB. Como pode a Folha dizer que a presidente “constitui hoje o obstáculo à recuperação do país”. O obstaculo está no Congresso, onde vários deles estão envolvidos ou citados em corrupção e outros mal feitos e na oposição irresponsavel, que quer ganhar no tapetão. Já Dilma nada tem contra ela. Absurda, quase surrealista essa inversão.

  9. Está imprensa golpista vai morrer abraçada com o moro.a pressão do povão e das instituições sérias deste país TS fazendo o bote do golpe fazer água .o moro é a globo estão tentando tirar a água que entra no bote com uma canequinha de plástico ,só que está entrando mais água no golpe que eles conseguem tirar kkkk .bando de trairás a serviço dos americanos no Brasil.não vai ter golpe vai ter luta

  10. Vocês perderam a vergonha na cara. Esse editorial poderia ter sido feito em 1964, que não se notaria a diferença, basta trocar os nomes dos personagens. O que mais vocês querem, os militares? Vocês há muito deixaram de fazer jornalismo para se transformar em serviçais do golpe. O jornal que já contou com Cláudio Abramo, hoje tem Kim Kataguri. Que decadência! Não vai ter golpe, salafrários.

  11. Caro Esmael, não entendo como funciona o pensamento da população, vamos lá.

    Governador do Estado Paraná e Presidente da Republica.

    Ambos praticaram pedaladas fiscais, para o governo do estado existe comprovação de uso de propina para reeleição quanto a Presidenta dizem que existe mas até o momento nada.

    Popularidade os dois estão em crise.
    Credibilidade idem.

    Porém para um grupo de indivíduos a Presidente deve ser destituída do cargo e o governador como fica?

    Será que não seria para barrar o combate a corrupção que a Presidenta esta fazendo e chega nos partidos de oposição?

  12. O jornalzinho golpista quer que Dilma renuncie mas isso não vai acontecer nos votamos nela e exigimos que fique até o fim não é um jornal golpista que vai mudar isso. Chupem golpista

  13. Depois de encher a bola do Cunha, agora os Frias o querem fora do jogo. Pilatos já fez melhor. Será que a Folha vai publicar a resposta do Cunha ipsis literis? Quanto à determinação (famiglia Frias não pede, manda) da presidente renunciar para poupar o país do trauma do impeachment, chega ao grotesco. Os Frias sabem que, caso ocorresse o “impeachment”), a direita teria sim que assumir o trauma do golpe. O que os Frias querem é que os cidadãos não fiquem sabendo quem são os golpistas. Queremos saber sim, famiglia Frias, quem é golpista e quem é defensor da democracia. Em Londrina, queremos saber qual é a posição política de seus 3 deputados federais: Belinati, Canziani e Hauly. Se votarem no golpe, tem que ficar registrado, seus eleitores (não só os da Gleba Palhano mas aqueles que buscam na periferia) tem o direito de saber suas posições políticas.

  14. É muita prepotência de um jornal, a Folha de SP, querer decidir pelo povo quem vai governar ou não o Brasil.
    Assume que não tem crime de responsabilidade e quer tirar a Dilma por que é o desejo do jornal.
    Ainda bem que existe internet senão isso teria algum peso, mas hoje, só da mais alimento ao ódio que os coxinhas tem da Dilma e do PT.
    Como se diz é tanto ódio que no fundo é amor não correspondido.