2 de abril de 2016
por Esmael Morais
14 Comentários

Em editorial, Folha agora prega golpe contra Dilma e Temer. Adivinha quem assumiria a Presidência?

O jornal Folha de S. Paulo, em editorial publicado neste sábado (2), surtou de vez ao defender a “deposição constitucional” da presidente Dilma Rousseff e a renúncia do vice-presidente Michel Temer, que, na opinião do veículo, não dispõe de apoio da sociedade.

O editorial, que representa a opinião oficial do jornal, afirma que a presidente tem que ser afastada mesmo que falte “comprovação cabal” de que ela tenha cometido crime. “Dilma deve renunciar já para poupar o país do trauma do impeachment”.

A Folha também diz que é importante afastar a “figura nefasta” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.

Pela fórmula do jornalão dos Frias, por WO, a Presidência da República cairia no colo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Na sequência, o próximo na linha sucessória seria o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Folha, no entanto, propõe que o  Tribunal Superior Eleitoral julgue as contas da chapa eleita em 2014 e a casse. “Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.”

Neste momento de desatino da Folha, recorre-se à opinião supersincera do ministro Luís Roberto Barroso: “Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”.

Leia a íntegra do editorial da Folha:

Nem Dilma nem Temer

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.

É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.

Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.

Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.

A administraçã Leia mais