Coluna do Enio Verri: Em defesa da democracia conta o golpe

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Em sua coluna semanal, o deputado federal Enio Verri (PT) analisa a importância da participação popular em manifestações de rua, como as de sexta-feira (18), na luta conta o golpe da direita. Para o deputado, “é hora de concentrar os esforços daqueles, que independentemente de sua ideologia, pregam pelo respeito e dedicação ao sistema democrático e futuro dos brasileiros, procurando alternativas a crise institucional e política que afetam diretamente a economia e vida de todos os brasileiros.” E completa dizendo que as ruas são do povo que quer mais direitos e mais democracia. Leia, ouça, comente e compartilhe.

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Enio Verri*

Aos gritos de menos ódio e mais democracia, milhares de brasileiros e brasileiras das mais diversas classes sociais, escolaridade e pertencentes a diferentes movimentos e grupos da sociedade foram às ruas exigir o respeito ao sistema democrático, ao resultado das urnas e as conquistas sociais.

Sem apologia à ditadura militar ou discursos que pregavam quanto pior, melhor, o ato, organizado pela Frente Brasil Popular, representa muito mais do que a defesa de um governo eleito democraticamente. Representa o respeito à democracia e as políticas sociais e econômicas que levaram desenvolvimento a todas as regiões brasileiras.

Em seus cantos, mesmo sob críticas ao monopólio dos meios de comunicação e seletividades de investigação e divulgação de informação, os manifestantes exigiam paz, a união, o combate a corrupção em todas as esferas e o respeito as instituições e a Carta Magna. Um ato pela unidade brasileira.

Sob os riscos da radicalização política e os resquícios do fascismo, ódio seletivo e violência, o povo na rua deve representar não só instituições mais fortes, como também, a maior participação da população nas decisões governamentais, seja pelo diálogo com seus representantes ou nas esferas decisórias, como conselhos e conferências, essenciais ao sistema democrático.

Em meio à crise política que paralisou os Poderes Executivo e Legislativo, assim como, o andamento da economia e as medidas necessárias para a retomada do crescimento, o Brasil precisa da população nas ruas. Mas mais do que isso, da união e compromisso com o desenvolvimento do País.

É hora de concentrar os esforços daqueles, que independentemente de sua ideologia, pregam pelo respeito e dedicação ao sistema democrático e futuro dos brasileiros, procurando alternativas a crise institucional e política que afetam diretamente a economia e vida de todos os brasileiros.

O Brasil exige maior responsabilidade e comprometimento, de seus atores políticos, com um Estado cada vez mais forte, desenvolvido e promotor de justiça social. Uma nação que não aprova a ruptura democrática, mas que participa ativamente das decisões e implantações de medidas que promovem a retomada do crescimento e o fim da crise econômica e política.

As ruas são do povo. De um povo que quer mais direitos e mais democracia.

*Enio Verri é deputado federal, presidente do PT do Paraná e professor licenciado do departamento de Economia da Universidade Estadual do Paraná. Escreve nas terças sobre poder e socialismo.

5 Comentários

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  2. Artigo muito bom, bastante informativo e era realmente oque eu precisava! Parabéns e muito obrigada!

  3. Parabens Enio Verri.
    Estava lá tem meu respeito..

    • Maria, eu comecei trabalhar com 14 anos. Isso lá nos anos 70. Sempre, sem exceção, em todos os lugares onde passei, existiam casos de corrupção, inclusive em banco privado, onde não raros, gerentes eram demitidos por aprovarem empréstimos fraudulentos a clientes que fraudariam o banco. Depois, em 14 anos de Telepar, inclusive com o Senador Alvaro Dias capitaneando a nau, corrupção e favorecimentos a empreiteiras generalizadas. Você pode ir em qualquer órgão público, qualquer um (executivo, judiciário, legislativo), desde “sempre”, tem alguém “vendendo” alguma coisa. O judiciário é podre, o executivo nas suas várias versões (Municipal, Estadual, Federal) um lixo, e o legislativo vive de favores e troca-troca. Tudo vendido e/ou comprado. Tá assim tem 6 mil anos. Mas parece que somente agora, com o moro, que a coisa foi descoberta. Eureka. E aí, vale tudo, inclusive tortura, diz-que-disse, pressão, prisão perpétua, entre outros. A constituição e as leis? Ás favas a lei.