Saiba por que investigação de máfia do ICMS de SP pode “ricochetear” no governo do Paraná

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No dia 21 de agosto, o Blog do Esmael cravou que “Yousseff entrega esquema de corrupção na Receita de SP do tempo que Mauro Ricardo era secretário” ao referir-se a uma série de prisões de fiscais e ex-funcionários da Receita daquele estado, desbaratando o que eles chamaram de “máfia do ICMS”.

Pois bem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (9) esperar que o acordo de delação premiada feito junto à Justiça por um fiscal da Fazenda Estadual ajude nas investigações e punições dos envolvidos na chamada “máfia do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”.

“Tudo que for coletado será apurado e punido”, disse Alckmin, conforme registro do Brasil 247.

O acordo de delação premiada fechado pelo fiscal, que não teve o seu nome revelado, prevê a colaboração nas investigações para desbaratar um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. O fiscal, juntamente com outros seis envolvidos, foi preso em julho.

O interventor nacional do PSDB que atualmente chefia a Fazenda do Paraná, o secretário Mauro Ricardo Costa, na época dos desvios, era o titular da pasta homóloga no governo de São Paulo.

Aliás, o esquema de desvio em São Paulo é bem parecido com o investigado pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), na Operação Publicano, que rendeu denúncia de mais de cem pessoas, entre elas o primo de Beto Richa (PSDB), o lobista Luiz Abi Antoun, por desvios na Receita do Paraná.

Segundo as investigações, os fiscais envolvidos na máfia do ICMS cobraram suborno de duas empresas por mais de dez anos, o que teria rendido cerca de R$ 35 milhões à quadrilha. O esquema foi desvendado em função do depoimento do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, onde ele relatou ter repassado cerca de R$ 2 milhões aos fiscais.

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