Greve nas universidades estaduais mantém pressão sobre Richa

unies.jpgOs docentes e servidores técnico-administrativos das sete universidades estaduais do Paraná continuam em greve por tempo indeterminado contra o governo Beto Richa (PSDB).

Os grevistas exigem a desistência do governo estadual no projeto de reforma da previdência, o pagamento imediato do 1/3 de férias, e a retirada do projeto de autonomia financeira universitária.

Na terça-feira (3), os sindicatos de professores e técnicos administrativos da UEL entraram com pedido de investigação contra o governador Beto Richa junto ao Ministério Público Estadual. Os sindicatos sustentam que o não pagamento do 1/3 de férias dos servidores configura improbidade administrativa.

Na tarde de hoje (5) haverá uma nova reunião dos comandos de greve dos professores da Unicentro, UEM, UEL, Unioeste, Unespar, Uepg e Uenp com o secretário de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, para tratar da pauta de reivindicações..

Paralelo a isso, há mobilizações na maioria dos campi espalhados por todo o Paraná.

Se as negociações não avançarem, pode ser ampliado o impasse visto que o ano letivo ainda não começou. Há quem aposte numa nova tentativa do governo em criminalizar o movimento, como já foi feito com a greve dos profissionais da educação básica.

O fato é que o governador e sua equipe não demonstram condições de resolver os problemas que eles mesmos criaram. O Estado está quebrado como nunca antes esteve. O imobilismo da máquina administrativa é completo. Os servidores não dão mostras de que vão recuar.

Parece que Beto Richa só tem uma saída, mas é pela porta dos fundos.

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