Coluna do Rocha Loures: A Copa que precisamos ganhar é outra

Publicado em 13 julho, 2014
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Rodrigo da Rocha Loures, em sua coluna de estreia, neste domingo, analisa a derrota da seleção brasileira na Copa; ele cita Tostão dizendo que é preciso reformular conceitos e diminuir a promíscua troca de favores, uma praga nacional que assola o futebol e o país! para logo em seguida afirmar que o Brasil, com seu interminável potencial, não é capaz de produzir políticas e práticas que produzam resultados desejados. Nossa cultura, ou seja, o jeito brasileiro de fazer as coisas, esgotou sua capacidade de acompanhar o movimento global de competição. A Copa que precisamos ganhar é outra. à‰ a do empreendedorismo!; leia o texto e compartilhe.
Rodrigo da Rocha Loures, em sua coluna de estreia, neste domingo, analisa a derrota da seleção brasileira na Copa; ele cita Tostão dizendo que é preciso reformular conceitos e diminuir a promíscua troca de favores, uma praga nacional que assola o futebol e o país! para logo em seguida afirmar que o Brasil, com seu interminável potencial, não é capaz de produzir políticas e práticas que produzam resultados desejados. Nossa cultura, ou seja, o jeito brasileiro de fazer as coisas, esgotou sua capacidade de acompanhar o movimento global de competição. A Copa que precisamos ganhar é outra. à‰ a do empreendedorismo!; leia o texto e compartilhe.
Rodrigo da Rocha Loures*

O fracasso do Brasil na Copa do Mundo provocou uma busca imediata por explicações para o desastroso resultado assim que soou o apito final da partida.

O caminho mais fácil nessas ocasiões é procurar um único culpado, um bode expiatório que carregue toda a responsabilidade pelo projeto naufragado. Mas esta saída, apesar de apaziguar os primeiros sentimentos de revolta, não resiste à s reflexões mais aprofundadas.

A derrota de contornos trágicos sofrida pela seleção na Copa é mais um apagão da série que aflige o Brasil: energia, água, saúde, mobilidade urbana, violência, má qualidade do ensino público, desindustrialização, desequilíbrio na balança de pagamentos, estagnação etc.

Mas o que está no cerne dessa falência múltipla de órgãos?

Como escreveu Tostão, é preciso reformular conceitos e diminuir a promíscua troca de favores, uma praga nacional que assola o futebol e o país!.

O Brasil, com seu interminável potencial, não é capaz de produzir políticas e práticas que produzam resultados desejados. Nossa cultura, ou seja, o jeito brasileiro de fazer as coisas, esgotou sua capacidade de acompanhar o movimento global de competição.

à‰ urgente uma mobilização para mudanças de atitude, curso e formas de operação no Brasil. Sugiro aproveitarmos o período eleitoral para nos focarmos na defesa de mudanças fundamentais, em três eixos: segurança jurídica; cultura e educação empreendedora; e ambiente regulatório.

Para a retomada dos investimentos: reduzir a insegurança jurídica em todos os níveis, em particular no sistema tributário.

Para o bem estar social: promover a educação empreendedora, como item fundamental na educação de base e no ensino superior.

Para uma base de inovação sustentável: promover programas voltados para a cultura empreendedora, reduzir a burocracia para abertura e manutenção de empresas e criar mecanismos para possibilitar investimentos em empresas nascentes.

A Copa que precisamos ganhar é outra. à‰ a do empreendedorismo.

*Rodrigo da Rocha Loures é presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade !“ IBQP e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná !“ Fiep (2003/2011). Escreve nos domingos.

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