Coluna do Marcelo Araújo: Fruet quebrou as pernas dos eleitores de Curitiba

"Cadê o anãozinho?", pergunta Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda, ao criticar o tamanho das ciclovias na capital; colunista afirma que, na campanha, um anãozinho que ficava deitando nas ciclofaixas reclamando que eram do tamanho da ciclovia, pois agora para caber nas ciclovias do prefeito Gustavo Fruet teria é preciso quebrar as pernas, igual fez com os eleitores quando disse que ele estava preparado...!; além da guerra aberta contra o Anão, o especialista de multas também conceitua hoje vias compartilhadas e sinalização das ruas na capital; leia o texto e compartilhe.

“Cadê o anãozinho?”, pergunta Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda, ao criticar o tamanho das ciclovias na capital; colunista afirma que, na campanha, um anãozinho que ficava deitando nas ciclofaixas reclamando que eram do tamanho da ciclovia, pois agora para caber nas ciclovias do prefeito Gustavo Fruet teria é preciso quebrar as pernas, igual fez com os eleitores quando disse que ele estava preparado…!; além da guerra aberta contra o Anão, o especialista de multas também conceitua hoje vias compartilhadas e sinalização das ruas na capital; leia o texto e compartilhe.

Marcelo Araújo*

O maior drama de um humorista, ou de quem tenta fazer graça, é as pessoas não rirem. Pior que piada sem graça é aquela que você tem que explicar, por estar muito acima da compreensão da platéia, por ter expressões desconhecidas, situações afetas a uma categoria específica ou porque são inteligentes demais. Temo que seja o que está acontecendo com a implantação das vias calmas, a exemplo da Av. Sete de Setembro. A abordagem não é uma crítica negativa, até porque devo reconhecer que as pessoas escolhidas pela Prefeitura para tratar do assunto bicicleta (entenda-se Miranda no IPPUC e Danilo Herek na Setran) são da melhor qualidade e comprometimento com a causa. O artigo de hoje é um convite à  reflexão.

A citada via está com duas faixas demarcadas, sendo uma “tradicional” e outra da largura de uma ciclofaixa de sentido único, mas apesar de haver pictograma de bicicleta pintada no leito da via ela não está sendo considerada como exclusiva. Foi colocada sinalização vertical (placa) que além da velocidade de 30 Km/h identifica a via como “COMPARTILHADA”, trazendo a figura de um automóvel, de uma bicicleta e um pedestre num plano superior que seria a calçada.

A primeira coisa que me chama a atenção é que o pedestre não está compartilhando nada com ninguém, pois ele continua na calçada que é seu lugar e nem carro nem bicicleta podem ocupar a calçada, enquanto ele ocupa o leito da via apenas para sua travessia. O leito da via se destina a ser ocupado por qualquer veículo automotor e não motorizado (automóveis, motos, bicicletas, carroças, carros-de-mão dos coletores de material reciclável, etc.). Será que é necessário dizer que é compartilhado algo que naturalmente é compartilhado, na própria Lei?

A sinalização horizontal que separa as faixas não é contínua, portanto autoriza a mudança de faixas, e não sendo exclusiva pode um automóvel circular pela direita e a bicicleta pela esquerda, ou dois automóveis um ao lado do outro, mas quem parece mesmo estar gostando são os motociclistas, que pensam ter ganhado uma faixa especialmente destinada a eles. O fato é que nessa concepção ninguém pode ser autuado por teoricamente estar ocupando a faixa do outro, e mesmo um trabalho educativo será recebido como sugestão, mas não pode obrigar. Penso que a idéia é excelente, mas sua concepção está acima da compreensão da maioria dos usuários e para que isso ocorresse o trabalho de divulgação teria que ser hercúleo. A piada é tão inteligente que é necessário explicar, isso me parece que merece reflexão. à‰ um início.

Para arrematar o assunto dia desses parei para ver a ciclovia da Av. das Torres, e me surpreendi com sua largura que é praticamente dos meus ombros. Na gestão anterior não tinha um anãozinho que ficava deitando nas ciclofaixas reclamando que eram do seu tamanho? Cadê o anãozinho, pois agora para caber nas ciclovias do Fruet teria que quebrar as pernas, igual fez com os eleitores quando disse que ele estava preparado…

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas segundas-feiras para o Blog do Esmael.

24 Comentários

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  2. Como eu havia previsto, as pessoas não estão entendendo a piada, e foi necessário explicar, mas parece que está ainda mais confuso:

    http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1473670&tit=Novidades-a-vista-no-transito

  3. Ahhhh! esqueci de escrever que mesmo eu, que caí do fusca (e não do caminhão!)quando era criança, entendo o “engana bobo” que esta gestão esta promovendo aos Curitibanos.

  4. Marcelo e demais, não precisa de muita reflexão ou ser tão inteligente para entender o compartilhamento das faixas, a ciclovia de 50 cm na avenida das Torres,as multas dos guinchos na linha verde,pois nesta onda de Copa do Mundo, a ordem na Gustavolândia é que tudo saia no “padrão Fifa”!

  5. rizzel, sinto o dever de responder a você com toda seriedade que seu comentário merece. Primeiro deixar bem claro que não tenho preconceito de nenhuma forma, seja física, racial, social, cultural ou qualquer outra, valor de vida que aprendi desde o berço. Mas salvo se você não estava em Curitiba na época da campanha eleitoral, deveria saber que a figura do anão que se encontra ilustrando a matéria foi amplamente explorada justamente para desqualificar e diminuir o trabalho do prefeito antecessor, inclusive ironizando com o nome ‘LUTI’ para desqualificar o nome de família do ex-prefeito. Se a característica física do personagem foi usada dessa forma, quem deveria retratar-se foi quem explorou essa característica na campanha. O que explorei no meu artigo foi o fato que tal personagem deitava nas faixas da Marechal Floriano para criticar que eram muito estreitas, e agora que são mais estreitas ainda ele sumiu.

    LUIZÃO, eu não caí de caminhão nenhum, até porque andar no estrado do caminhão é proibido. Acho que colocaram você lá sem perceber, no compartimento de carga, confundindo com um(a) MALA. Mas, a Consilux continua recebendo pela ‘ocupação’ dos equipamentos, da mesma forma como era antes e a licitação que estava em andamento foi barrada e outra nem no final do arco-íris, ou seja, Consilux continua. ICI que eu saiba também não mudou nada. Indústria de multa a atual gestão nem tem competência pra isso, pois faz pior tentando aplicar ilegalmente 60 mil multas ilegais e não fosse ‘EU’ denunciar teriam conseguido a façanha, dizendo o mesmo das multas contra os guinchos da Linha Verde. Quanto ao chifre em cabeça de cavalo, em Curitiba existem, e eu tenho mostrado.

  6. Matéria preconceituosa contra as pessoas de baixa estatura.
    O preconceito é uma forma odiosa de desqu
    alificar as pessoas.
    O Marcelo deve retratar-se, sua postura foi horrível.

  7. Muito boa a coluna. São só ciclovias para entrar na estatística de “na nossa gestão construímos xxxx km de ciclovia bla bla bla”. Uma decepção essa gestão fruta. Ah! e o anão? Se deu bem, é comissionado lá na secretaria de comunicação… que aliás é uma secretaria bem (in)competente.

  8. Que pena que esse cidadão não viu isso qdo estava no poder!!!!!!!!

  9. o marcelao, vai procurar o caminhao q vc caiu??? O FRUET QUEBROU AS PERNAS DA CONSILUX, DA ICI, DA INDUSTRIA DAS MULTYAS DO BETO RINCHA DE BURRO SEU ÍDOLO MARCELAO.
    Vai enxugar gelo cara???!!

  10. A Prefeitura do Fruet, criou uma faixa exclusiva para Onibus (depois de recapear) na Rua XV, tente trafegar com seu carro em qualquer horário pra ver o tempo que se leva pra andar 1 quadra. Detalhe…. Quase não há Onibus circulando neste trecho, ao lado do Teatro Guaira. Enquanto isso. os bairros fora do Centro… Ruas esburacadas, calçadas? deixaram de existir pelo matagal que tomou conta.

  11. Até onde eu sei o Anão se deu bem nessa história e conseguiu um emprego pra cuidar da Fan Page da Prefeitura de Curitiba, pq vcs acham que a página é toda engraçadinha?

  12. David Musso, não vejo nada de arrogância no “projeto de bordão”, principalmente porque ele entende – e muito – não apenas de multa, mas de legislação de trânsito. Cursei uma disciplina optativa na faculdade e posso afirmar com conhecimento de causa. E a (inegável) paixão com que defende suas teorias é louvável, apenas espero que continue assim: não mude de lado conforme conveniência política.

  13. Marcelo Araújo parece o Traiano, só que ao invés de atacar a Gleisi ataca o Fruet. Quanta bobagem fala este Araújo.

  14. a despeito da paixão com que Marcelo expõe seu ponto de vista; é de uma arrogância monumental o projeto de bordão com o que passou a assinar a sua coluna “De multa eu entendo!”.

  15. Leandro, em Curitiba cavalos começam a ter chifres… Veja que até você está sendo induzido ao erro, pois na Sete de Setembro ‘NÃO EXISTE CICLOFAIXA’, é mais uma faixa comum que pode ser usada tanto por carros, motos, bicicletas, carrinheiros… Faça o seguinte, pegue meu texto e vá no local que vai entender.

  16. está procurando chifre em cabeça de cavalo. Não sou especialista, mas acho que o problema na av. sete de setembro é a largura da pista. Concordo que a ciclofaixa é estreita, mas acho que a solução adotada foi viável, inteligente e ágil, pois dispensa intervenção na canaleta do biarticulado e na faixa do acostamento dos carros.

  17. conheço o danilo realmente ele é um dos pouquíssimos comissionados que trabalha de verdade em prol da cidade mas o resto da setran e urbs deixam a desejar e muito. uma coisa que eu não entendo por que a urbs faz licitação e sinalização sendo que existe a setran órgão oficial para fazer isso e não faz.

  18. Ciclovia na Av. das Torres? Onde? só vi uma calçada asfaltada, normalmente na porta das casas. Um convite a colisão com moradores a pé ou com carros saindo das casas.
    E no canteiro central? onde poderia ter uma “avenida” cicloviária? Nada né….

  19. Brilhante artigo do colunista, já havia percebido as incoerências, pior ainda é as propagandas no rádio que anunciam a novidade como pioneira…

    • Faço um “mea culpa”.
      Sempre achei que o Marcelo pegava pesado com o
      Fruet, pois afinal era o seu 1º ano de governo
      municipal com a cama (orçamento) ainda feita
      pelo seu antecessor.
      Só que passados já 5 meses do 2º ano da gestão
      Furet, o que se vê são experiências empíricas
      impostas à cidade e seus cidadãos, por minorias
      ativistas, que prejudicam o todo.
      As ciclovias pintadas na Mal. Floriano, por
      exemplo, tem aproveitamento pífio nos dias
      úteis, e ficam desertas nos finais de semana e
      feriados.
      Para que as ciclovias fossem pintadas,
      estreitaram as pistas para automóveis a 1 ponto,
      que o motorista de habilidade média tem medo de
      rodar emparelhado com outro carro, e se for 1
      caminhão ou ônibus, então ele prefere ficar
      atrás só que mantendo a pista, aí o tráfego
      vira 1 inferno.
      Estamos sob a ditadura das minorias.
      Cansei da gestão Fruet, não tem criatividade,
      e não tem perspectiva de mudança futura.
      Aliás, o último prefeito criativo que inovou
      a cidade em vários aspectos, foi
      Rafael Greca de Macedo, prefeito dos 300 anos
      de Curitiba.
      Como no 2º turno sobraram Ducci e Fruet, achei
      que as coisas mudariam para melhor com o Fruet,
      só que mudou o maestro, mas a música é a mesma.