Alstom reconhece propina em usina do governo FHC

Publicado em 3 fevereiro, 2014
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do Brasil 247

Hidrelétrica de Itá, em Santa Catarina, foi um dos projetos do programa de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); documento de auditoria interna da multinacional francesa diz que cerca de R$ 6 milhões em valores atuais foram pagos como suborno em 1999; alvos seriam a Eletrobras e a Eletrosul; em SP, companhia pagou propina por contrato com a EPTE, que também beneficiou pasta na época comandada por Andrea Matarazzo; hoje vereador, ele arrecadou milhões para a própria reeleição de FHC.
Hidrelétrica de Itá, em Santa Catarina, foi um dos projetos do programa de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); documento de auditoria interna da multinacional francesa diz que cerca de R$ 6 milhões em valores atuais foram pagos como suborno em 1999; alvos seriam a Eletrobras e a Eletrosul; em SP, companhia pagou propina por contrato com a EPTE, que também beneficiou pasta na época comandada por Andrea Matarazzo; hoje vereador, ele arrecadou milhões para a própria reeleição de FHC.
Um dos pivôs dos escândalos de suborno de governos tucanos em São Paulo, a Alstom reconheceu também ter pago uma comissão, em janeiro de 1999, para vender equipamentos para a hidrelétrica de Itá, em Santa Catarina. O valor correspondia a R$ 1,6 milhão (em valores de hoje, R$ 6 milhões). A revelação consta em documentos de uma auditoria interna, publicados pela Folha de S. Paulo.

A hidrelétrica de Itá foi um dos projetos do programa de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em 1995, a Eletrobras assinou a concessão para o consórcio AAI (Associação de Autoprodutores Independente), formado pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), OPP Petroquímica e OPP Polietilenos (empresas do grupo Odebrechet) e a Companhia de Cimento Itambé.

Segundo fontes ouvidas pela Folha, a Eletrobras e a Eletrosul eram as empresas que tinham relações com a Alstom porque a multinacional é uma tradicional fornecedora do setor elétrico.

Em São Paulo, segundo depoimento à  Justiça do ex-diretor comercial da multinacional, o engenheiro francês André Botto, a direção da Alstom na França autorizou o pagamento de propina de 15% sobre um contrato de US$ 45,7 milhões (R$ 52 milhões à  época) para fechar um negócio com uma estatal paulista em 1998.

O esquema resultou no contrato com a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) e a Eletropaulo para a venda de equipamentos para três subestações de energia.

O documento também menciona propina à  Secretaria de Energia e à s diretorias administrativa, financeira e técnica da EPTE. Na época, a pasta era comandada por Andrea Matarazzo – hoje vereador em São Paulo pelo PSDB, que arrecadou US$ 3 milhões para a própria reeleição de FHC (relembre aqui).

Propina para o presidente e todos os diretores

Reportagem desta segunda-feira do jornal Estado de S. Paulo também informa que, em depoimento à  Polícia Federal, o ex-diretor administrativo da EPTE Gerson Kozma afirmou que ouviu nos corredores da extinta estatal que a multinacional francesa Alstom pagava propina para o presidente da EPTE, o diretor técnico, o diretor financeiro, bem como para funcionários da área técnica.

Segundo a Procuradoria, a Alstom ofereceu propina de R$ 23,3 milhões a funcionários públicos do Estado entre 1998 e 2003, nas gestões Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB (leia mais aqui).

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