Coluna do André Vargas: “Enquanto Richa faz vergonha nacional, Dilma leva Educação ao interior”

Publicado em 3 dezembro, 2013
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André Vargas, em sua coluna desta terça, discorre sobre a extensão da UFPR, que leva ao interior do Paraná "um naco de esperança aos jovens"; inevitável, o colunista compara ações do governo Dilma para universalização do ensino público com o que ele considera "vergonha nacional" do governo Richa na Educação, outrora bem avaliada; Graças ao descalabro administrativo em curso no governo Beto Richa, será bem-vinda a ampliação da oferta [pelo governo federal] de formação de nível superior a diversas regiões deprimidas social e economicamente no estado!, propugna o vice-presidente da Câmara; leia o texto.
André Vargas, em sua coluna desta terça, discorre sobre a extensão da UFPR, que leva ao interior do Paraná “um naco de esperança aos jovens”; inevitável, o colunista compara ações do governo Dilma para universalização do ensino público com o que ele considera “vergonha nacional” do governo Richa na Educação, outrora bem avaliada; Graças ao descalabro administrativo em curso no governo Beto Richa, será bem-vinda a ampliação da oferta [pelo governo federal] de formação de nível superior a diversas regiões deprimidas social e economicamente no estado!, propugna o vice-presidente da Câmara; leia o texto.
por André Vargas*

Ao me dirigir, hoje, aos leitores deste espaço, quero dizer que o governo federal, através do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e Universidade Federal do Paraná (UFPR), dá mais um grande passo rumo à  longa e difícil jornada transformista da educação no Paraná, com a expansão da UFPR para várias regiões do Estado. Vejo isso como instrumento de mudança, trazendo ainda mais esperança ao povo e em espacial aos jovens que, com certeza, saberão operar uma mudança social e política na sociedade paranaense e brasileira, pois, com universidades batendo à  porta de suas casas, essas camadas menos favorecidas se habilitarão para a vida social e profissional, difundindo, entre elas, conhecimentos básicos e o efetivo exercício de cidadania num país democrático.

Em reunião com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o reitor da UFPR, professor Zaki Akel Sobrinho, o secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, obtivemos uma clara sinalização da expansão da Universidade Federal do Paraná para as regiões Oeste, Sul, Metropolitana e muito especialmente, para o Norte Pioneiro.

Em relação ao Norte Pioneiro, é um sonho antigo que essa região receba uma extensão da Universidade Federal do Paraná e, é claro, o sonho do curso de Medicina. Ficou consolidado que não somente o Norte Pioneiro terá a extensão da Universidade Federal com curso de Medicina e possivelmente vários cursos de Engenharias e Licenciaturas.

Embora ainda não tenha sido definido o município que abrigará o novo curso de Medicina, posso adiantar que Bandeirantes, Cornélio Procópio e Santo Antônio da Platina estão na disputa. O deputado Alex Canziani, que está junto nesse processo afirma que a ideia é que a universidade atenda a região do Norte Pioneiro como um todo, o que será importante para seu desenvolvimento.

Esta conquista prova, mais uma vez, que nós, políticos, não fomos afastados dos processos de decisão dos destinos nacionais, como pregam alguns “intelectuais”. Estamos, sim, na órbita e cada vez mais unidos, principalmente depois da mobilização da sociedade, que deu mostras de seu cansaço e busca resgatar novamente a importância da participação. Este é um desafio para nós, cuja participação é imperativa na definição das prioridades políticas, principalmente na reconstrução social, nas áreas da educação e saúde.

Lembramos que até 2005, o Paraná só tinha uma universidade federal, a Universidade Federal do Paraná, com campi em mais três cidades: Pontal do Paraná, Matinhos e Palotina. Com a política educacional implementada pelo ex-presidente Lula e que tem tido continuidade pela presidenta Dilma, o Paraná saiu de uma universidade pública federal, para cinco instituições. Primeiro foi a transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet) em Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), que se tornou a única universidade tecnológica do país, com 42 cursos de engenharia e que esta presente em 13 cidades polos regionais

Em 2007, o governo do Partido dos Trabalhadores criou a Universidade Latino Americana, a Unila, com sede em Foz do Iguaçu. Sua missão institucional é a de formar recursos humanos aptos a contribuir com a integração latino-americana, com o desenvolvimento regional e com o intercâmbio cultural, científico e educacional da América Latina, especialmente no Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Depois vieram os dois campi da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), um em Laranjeiras do Sul, com cinco cursos de graduação, entre elas Engenharia de Alimentos e de Aquicultura, e outro em Realeza, que oferece sete cursos, entre eles, Medicina Veterinária.

Ainda dentro da política de expansão do governo federal na área da educação, vieram os Institutos Federais (IFPR) que já está presente em 28 cidades e em franca expansão. Atualmente, a instituição atende mais de 40 mil estudantes em 76 cursos técnicos presenciais, 10 cursos técnicos na modalidade à  distância, 17 cursos superiores presenciais, um curso superior na modalidade à  distância, um curso de especialização na modalidade presencial e três cursos de especialização na modalidade à  distância.

Neste momento em que a Educação Pública do Paraná, outrora sempre bem avaliada, apresenta índices vergonhosos no cenário nacional, graças ao descalabro administrativo em curso no governo Beto Richa, será bem-vinda a ampliação da oferta de formação de nível superior a diversas regiões deprimidas social e economicamente. Viva a Universidade Federal do Paraná!

*André Vargas, deputado federal pelo PT do Paraná, vice-presidente da Câmara, é colunista do Blog do Esmael. Escreve sobre poder e socialismo nas terças-feiras.

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