Coluna do Maurício Requião: vem aí novo aumento na tarifa da água

Publicado em 19 setembro, 2013
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Maurício Requião, em sua coluna inaugural neste blog, desce a borduna no trio Richa/Taniguchi/Lerner que, segundo ele, utilizou e utiliza a Sanepar para realizar lucros de amigos; ele compara as gestões neoliberais na companhia de água e esgoto com as do governo de seu pai, Roberto Requião, lembrando que era voltada ao interesse público; o especialista em políticas públicas fecha seu artigo desta quinta prevendo que o acordo de acionistas entre o governo do PSDB e o grupo privado Dominó resultará em novo reajuste na tarifa de água do povo paranaense; leia o texto.
Maurício Requião, em sua coluna inaugural neste blog, desce a borduna no trio Richa/Taniguchi/Lerner que, segundo ele, utilizou e utiliza a Sanepar para realizar lucros de amigos; ele compara as gestões neoliberais na companhia de água e esgoto com as do governo de seu pai, Roberto Requião, lembrando que era voltada ao interesse público; o especialista em políticas públicas fecha seu artigo desta quinta prevendo que o acordo de acionistas entre o governo do PSDB e o grupo privado Dominó resultará em novo reajuste na tarifa de água do povo paranaense; leia o texto.
por Maurício Requião Filho*

Nos tempos de Lerner/Taniguchi, sob a administração dos sócios minoritários, a Sanepar definiu que seu principal objetivo era o lucro e a remuneração de seus acionistas.

Esta política direcional impediu o desenvolvimento de programas sociais, como a Tarifa Social, que leva água tratada a 1,3 milhão de pessoas pobres de 349 municípios paranaenses, implementado depois da retomada da Sanepar e dos rumos da defesa do Interesse Público.

Nos tempos do Requião (PMDB), a Sanepar teve como prioridade a implantação de programas sociais e investimentos para ampliação da distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto, nunca o lucro dos acionistas.

Quando foi gerida na defesa dos interesses públicos, a Sanepar congelou a tarifa de 2005 a 2010.

Em 2008, Requião vetou o reajuste de 14% nas tarifas e cobrou mais eficiência e trabalho: “Ao invés de aumentar a tarifa, deve aumentar o número de usuários…!. Mais tarde vociferou: A Sanepar deve ter lucro, mas graças à  sua eficiência, e não seguindo a prática de empresas privadas, socialmente irresponsáveis, que conseguem dinheiro para investir com fluxo de caixa!.

Novamente agora na era Beto/Taniguchi, a política de aumento das tarifas reflete a política do atual Governo Richa na qual o lucro vem antes do interesse do público.

Na administração do Tucanato, Richa/Taniguchi, o governo já promoveu três reajustes de tarifa desde o início da atual gestão, o valor de reajuste da tarifa já chega a quase 40%.

O interesse em gerar lucros aos amigos acionistas é de uma clareza solar com o atual governo. Richa, assim que assumiu, aumentou para 50% a remuneração dos acionistas, enquanto Requião estipulou a remuneração dos acionistas no mínimo legal de 25%.

O atual acordo do Richa com os acionistas privados concede pelo prazo de 15 anos a diretoria financeira da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para o grupo francês Dominó. Resta claro que vai prevalecer o lucro e o aumento da tarifa.

Até a estátuas do Palácio Iguaçu sabem que isto é uma tentativa desesperada de fazer caixa para pagar a folha. O jornalista Celso Nascimento faz uma análise sucinta e simples do assunto: No fundo, porém, ficou claro que a intenção embutida na engenharia de emissão, compra e venda de ações e debêntures foi, desde sempre, a de suprir o Erário dos recursos necessários para enfrentar as despesas extraordinárias do fim do ano.!

Faça uma comparação no estilo de governar. Compare uma Sanepar voltada para o interesse público de um Governo para o povo paranaense com a atual Sanepar capitaneada apenas para atender os interesses dos acionistas minoritários.

*Maurício Requião Filho é advogado, especialista em políticas públicas. Escreve todas as quintas no Blog do Esmael.

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