O atacante Richarlison pediu, em vídeo divulgado em 17 de outubro, que a Polícia Federal (PF) investigue a disputa por um imóvel em Angra dos Reis (RJ) e acusou Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de participação na perda da posse. Tomaz contestou a versão e cobrou documentos do jogador.
Segundo o relato do atleta reproduzido pela Folha de S.Paulo, ele recusou uma proposta de venda atribuída ao senador e considera irregular a transferência posterior da posse. Trata-se de uma acusação do jogador, não de uma conclusão judicial sobre o candidato.
Na resposta publicada pelo UOL às 19h, Tomaz desafiou Richarlison a apresentar documentos anteriores a julho de 2022 que demonstrem direitos sobre o imóvel e comprovantes do investimento alegado. O advogado afirma que a empresa ligada ao atleta perdeu a disputa judicial.
Tomaz também sustenta que o negócio foi investigado e que o inquérito acabou arquivado. Essa afirmação integra a defesa apresentada ao veículo; não equivale à consulta direta ao procedimento policial.
Flávio Bolsonaro negou anteriormente ter comprado, vendido ou intermediado o imóvel, segundo o UOL. A manifestação reproduzida pela reportagem diz que o senador foi indicado como testemunha pela empresa ligada ao atleta.
O pedido público de Richarlison não comprova abertura de uma nova investigação. A controvérsia envolve direitos sobre o imóvel, decisões judiciais e versões opostas sobre a negociação.
A cobrança chega à campanha oito dias antes do segundo turno e acrescenta uma acusação pública contra o candidato do PL. O caso é distinto do debate sobre Dark Horse na sabatina da Globo.
Acompanhe no Blog do Esmael as respostas dos envolvidos e eventuais documentos apresentados sobre a disputa.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




