Richa enfrentará tempestades em 2017

Densas nuvens negras se formam no entorno no governador do Paraná Beto Richa (PSDB) neste ano de 2017. Há evidências de que ele enfrentará chuvas e trovoadas neste verão e, em breve, um rigoroso inverno.

Nem bem o ano tinha terminado, o tucano reajustou o maior pedágio do mundo nas rodovias paranaenses ao passo que dava calote na data-base de 300 mil servidores e no terço de férias dos professores. Por isso avizinha-se uma nova greve geral de todas as categorias do serviço público. O ano letivo pode não começar em 2017.

Virado o ano, faltou água no Litoral. Veio à memória de moradores, veranistas, turistas e comerciantes que ponte Matinhos-Guaratuba não passou de uma mais promessa de campanha de reeleição não cumprida pelo governador; os gargalos na infraestrutura que não deixam os sete municípios da região se desenvolverem como as outras — além, é claro, de frustrar as férias de milhares.

No plano político, Richa deverá sofrer uma baixa considerável na Assembleia Legislativa do Paraná. O deputado licenciado Ratinho Júnior, do PSD, está de malas prontas para deixar o governo (ele ocupa a esvaziada SEDU). Pretende fazer dupla de ataque com Ney Leprevost, também do PSD, cuja inconteste liderança quase o levou à Prefeitura de Curitiba em 2016.

Ratinho sonha com o Palácio Iguaçu. Ney agora flerta com o Senado. Logo ambos sabem que não prosperarão sob as asas do tucano Beto Richa. Pelo contrário. Tentarão se descolar ao máximo, nos próximos meses, de um governador que o pior avaliado do país com 80% de rejeição em algumas praças.

Ou seja, sem o PSD e o PSC (que sobrevive na órbita de Ratinho), o governador do PSDB perderá a maioria que vinha exibindo na Assembleia. Os dois partidos somam juntos 14 deputados. Se a oposição se agregar num mesmo bloco chegar-se-á a 30 de 54 deputados. Número mais que suficiente para abrir as CPIs das operações Quadro Negro (corrupção na Educação) e Publicano (corrupção na Receita Estadual).

Como se vê, caro leitor, o Centro Cívico não está para peixe. As constantes tempestades tendem levar a pique o projeto tucano no estado. Não se trata de achismo, pois até as agências de classificação de risco apostam na derrota de Richa e de seu grupo em 2018.

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