Quando a derrota é a melhor estratégia do prefeito

Nem sempre a vitória interessa ao prefeito de plantão, que já cumpre o segundo mandato.

A derrota também é uma boa estratégia para o mandatário municipal, que, mesmo perdendo com seu candidato, “vence” a disputa do ponto de vista de futuro.

O sucesso de outro nome do grupo pode representar a desgraça do prefeito, que se tornará em breve um “ex”.

A isso os franceses diziam “le roi est mort, vive le roi“, que, em português, significa “rei morto, rei posto“.

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A expressão aludia à ingratidão dos homens, que, logo após a queda de um monarca, de um senhor, de um chefe, o esqueciam e procuravam outro.

Para as eleições 2024, por exemplo, chove exemplos de prefeitos que em público até dizem que irão apoiar um candidato do grupo político.

No entanto, em privado, rezam e fazem figa para a derrota do correligionário.

Eles levam a sério o ditado francês porque temem o esquecimento político.

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O eleito, o sucessor, poderá ser o seu algoz.

Existirá caso em que o prefeito, na derrota, tentará ocupar cargo de seu candidato no governo do estado.

Haverá casos e casos, que ajudarão ilustrar a literatura política.

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A premissa do prefeito também vale para o governador de estado, presidente da República, dirigente de clube de futebol, sindicato, associação, direção de escola e universidade, condomínio, etc.

Se você conhece alguma história parecida, comente aqui.

Nessa situação, qualquer semelhança com a realidade não será mera coincidência.

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Nas próximas eleições, serão 156 milhões de brasileiros votando em 2024 para eleger 5.568 prefeitos e 60 mil vereadores.

O primeiro turno da corrida eleitoral será disputado no dia 6, e o segundo, 27 de outubro.