
Para provar que não está blefando, Orlando Pessuti divulgou nesta quinta (3) cópia de pedido de exoneração encaminhado à presidenta Dilma; ex-governador estava lotado nos conselhos da Itaipu e BNDES; desligamentos de órgãos governamentais confirmam disposição de encarar Requião na convenção estadual do PMDB; bombeiros! trabalham pela unificação das duas principais lideranças do partido em uma única chapa; acordo na sigla seria mais ou menos esse: ao perdedor na convenção estadual da legenda caberia a indicação do vice-governador e do candidato ao Senado.
Com o pedido de demissão encaminhado à presidenta Dilma Rousseff, o ex-governador se habilita dentro do prazo, dia 5 de abril, para a disputa eleitoral de outubro.
Pessuti garante que vai à convenção do PMDB em junho sob a bandeira da candidatura própria. Ele se coloca como candidato ao governo do Paraná e poderá bater-chapa com o senador Roberto Requião.
Entretanto, conforme anotou este blog na terça (1), deputados da bancada estadual trabalham nos bastidores para juntar Pessuti e Requião na mesma chapa (clique aqui). A síntese do acordo no PMDB seria mais ou menos essa: ao perdedor na convenção estadual da legenda caberia a indicação do vice-governador e do candidato ao Senado.
Enquanto não há um entendimento entre as duas principais lideranças do partido, cada qual faz sua agenda. Requião segue pelo interior do Paraná a caravana “Volta, Requião”, que além de defender candidatura própria, pede apoio para um eventual quarto mandato do senador no Palácio Iguaçu.
Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.


