Paulo Martins diz que acabou com a “mortadela dos sindicalistas” e aquece a campanha de Pimentel

A campanha para a Prefeitura de Curitiba esquentou ainda mais nesta quinta-feira (12/9), quando Paulo Martins (PL), vice de Eduardo Pimentel (PSD), resolveu mirar em um alvo já conhecido: os sindicalistas.

Para quem já acompanhou sua trajetória, essa não é exatamente uma surpresa, mas o tom adotado tem chamado a atenção até dos mais acostumados com a retórica da direita bolsonarista.

Em suas redes sociais, Martins foi direto: “Antes, todos os anos, um dia do seu trabalho servia para financiar a mortadela de sindicalistas que só tumultuavam o país”.

O ex-deputado comemora o fim do imposto sindical, medida que, segundo ele, acabou com esse financiamento que, em sua visão, só servia para sustentar “sindicalistas que tumultuavam”.

Paulo Martins, o vice de Pimentel, afirma que tirou a “mortadela” dos sindicalistas.

E não para por aí.

O bolsonarista promete levar esse mesmo espírito combativo à vice-prefeitura, caso a chapa de Pimentel vença.

A fala de Martins não foi isolada.

No horário eleitoral, o próprio Eduardo Pimentel lançou farpas contra adversários, insinuando que aliados de outros candidatos teriam deixado Curitiba no vermelho – um trocadilho que não passou despercebido.

Pimentel e Greca dizem no horáro eleitoral que tiraram a Prefeitura do “vermelho”

Ao que tudo indica, Pimentel e seu vice resolveram dobrar a aposta no discurso da direita conservadora.

E a cereja do bolo?

Uma reunião prevista para a próxima segunda-feira (16/9), que deve reunir nomes como Marcel Van Hattem, Deltan Dallagnol, ambos do Partido Novo, além da dupla Eduardo Pimentel e Paulo Martins.

A pauta é a velha conhecida: ideologia de gênero, corrupção, liberdade, drogas e segurança.

Na prática, o que vemos é uma “endireitação” explícita da campanha na reta final, algo que pode reforçar a base de eleitores de Pimentel entre os conservadores e bolsonaristas.

Para quem achava que a corrida eleitoral em Curitiba já estava definida, parece que ainda há muita munição a ser disparada.

A conferir o impacto dessa movimentação nas urnas.

Afinal, em política, nem sempre discurso inflamado se traduz em votos.

Mas, como sempre, desgraça pouca é bobagem – especialmente em ano eleitoral.

Direita promove reunião com a ala “lavajatista” na segunda-feira, em Curitiba.