O xadrez político no Paraná

O resultado das urnas em 2012, principalmente com a eleição de Gustavo Fruet (PDT) à  prefeitura de Curitiba, coloca a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), em ligeira vantagem competitiva na corrida pelo Palácio Iguaçu daqui a 2 anos.

O xadrez é complexo e depende de outros resultados políticos, é claro. Se a avaliação do governo Dilma Rousseff continuar nas alturas, muito provavelmente, a ministra será convocada a permanecer no cargo em 2014. Ou seja, poderá não disputar o governo do Paraná como todos esperam.

Gleisi ficando onde está !“ na Casa Civil !“ os instintos mais primitivos serão despertados em outros partidos que sonham em tomar a cadeira hoje ocupada pelo governador Beto Richa (PSDB).

O senador Roberto Requião (PMDB), por exemplo, articula presidir a legenda a partir de 15 de dezembro. Conta a seu favor com a lembrança dos convencionais que gozavam de prestígio e poder em todo o estado. Antes, porém, terá Requião que derrotar adversários internos que se somam para impedi-lo no comando do MDB velho de guerra.

Se o PT não lançar a ministra à  sucessão de Richa, quem também se assanhará é o PDT, com a força do eleitorado da capital, poderá reapresentar o nome do ex-senador Osmar Dias. Ao seu lado, muito provavelmente, o petista André Vargas disputando o Senado.

Quanto a Richa, ele aguarda o desfecho do imbróglio no PMDB para então proceder a reforma no seu secretariado. Se Requião não conseguir o mando no partido, o tucano abrirá mais espaços em seu time para os deputados peemedebistas em troca de apoio da legenda à  reeleição.

Se esse quadro prevalecer, mesmo em crise, o governador tucano volta a respirar com ajuda de aparelhos, pois contará com a divisão da oposição em duas candidaturas !“ Osmar e Requião !“ e ainda jogará pesado para cooptar os prefeitos eleitos com obras e projetos a partir de recursos tomados emprestados junto a instituições financeiras internacionais.

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Ainda nesse quadro, não consta que seja de interesse do governo federal e do Senado da República jogar contra os paranaenses! e, de tabela, contra o governo do PSDB no Paraná.

O senador Alvaro Dias, líder do PSDB no Senado, por sua vez, também aguarda com ansiedade alguns lances antes de decidir para qual partido seguirá. O desconforto no ninho, por causa da conjuntura política local adversa, o empurra para o PMDB !“ de Requião !“ ou para o PDT !“ do mano Osmar.

A combinação desses resultados é difícil, mas não é impossível. Também é preciso pactuar tudo isso com os russos, ou seja, com os eleitores paranaenses. à‰ aguardar e conferir.

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