Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Washington faz visita envolta em tensão política e expectativas de negociação de reféns
Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, chegou a Washington em um momento de intensa turbulência política nos Estados Unidos. A capital americana ainda se recupera do anúncio surpreendente de Joe Biden, que desistiu da corrida presidencial e endossou sua vice-presidente, Kamala Harris, para enfrentar Donald Trump nas eleições de 2024.
Netanyahu manteve um perfil discreto nas primeiras 24 horas em Washington, concentrando-se em encontros privados com famílias de reféns sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro. Em suas declarações, Netanyahu mencionou avanços nas negociações para a troca de prisioneiros, mas enfatizou a necessidade de pressão contínua sobre o Hamas para obter termos mais favoráveis. O primeiro-ministro deixou claro que a liberação dos reféns ocorrerá em etapas e não de uma só vez.
“Acredito que podemos avançar com um acordo e manter os meios de pressão que podem levar à libertação dos outros”, afirmou Netanyahu, conforme relatado pelo Times of Israel.
Alguns familiares dos reféns, levados a Washington no avião oficial de Netanyahu, pedem uma rápida conclusão das negociações, enquanto outros têm pressionado o governo Biden para forçar Netanyahu a um acordo imediato. Contudo, Netanyahu mantém sua posição firme de não ceder na luta contra o Hamas, afirmando que aliviar a pressão colocaria Israel em perigo diante do “eixo maligno do Irã.
Até o momento, Netanyahu não se encontrou publicamente com autoridades americanas. Sua reunião com Biden, que se recupera da Covid-19, foi reagendada para quinta-feira. Um encontro com Trump está previsto para sexta-feira no resort Mar-a-Lago, na Flórida. Não há confirmação de horários para encontros com Kamala Harris.
Nesta quarta-feira, Netanyahu deverá discursar no Congresso, embora dezenas de legisladores democratas planejem boicotar o evento. Kamala Harris não participará devido a um conflito de agenda. Antes do discurso, Netanyahu se reunirá com o presidente da Câmara, Mike Johnson, e o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer.
Familiares dos reféns esperam que Netanyahu use sua visita para anunciar um acordo de cessar-fogo, algo que Biden já teria acordado como “estrutura. Jon Polin, pai de um dos reféns, expressou essa esperança em uma coletiva de imprensa.
Analistas sugerem que Netanyahu pode estar utilizando a guerra como uma forma de desviar a atenção de suas próprias dificuldades políticas, ou esperando que a turbulência doméstica nos EUA se resolva antes de fechar qualquer acordo significativo. Aaron David Miller, do Carnegie Endowment for International Peace, acredita que a sobrevivência política é a principal motivação de Netanyahu, e que as ações de Biden ou Harris pouco influenciam suas decisões sobre o cessar-fogo.
A sobrevivência política de Benjamin Netanyahu é seu principal objetivo”, conclui Miller.
A visita de Netanyahu a Washington é marcada por encontros privados, tensões políticas e altas expectativas de um acordo de cessar-fogo, em meio a um cenário de crise nos Estados Unidos. O primeiro-ministro está sendo ofuscado pelo furacão Kamala Harris.
A guerra de Israel em Gaza, agora em seu 291º dia, matou pelo menos 39.090 palestinos — a maioria mulheres e crianças — e feriu outros 90.147, com mais de 10.000 pessoas estimadas como soterradas pelos escombros. Do lado israelense, são 1.200 pessoas mortas no ataque do Hamas em 7 de outubro.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.





Espero que Kamala Harris não se sujeite a se encontrar com este criminoso de guerra. Este cara deveria era estar na Corte Internacional respondendo pelos seus crimes como os nazistas e facistas foram julgados pelas mortes de milhares de judeus na Segunda Guerra Mundial. E gostem o não os judeus, mas, o que o Primeiro Ministro de Israel esta fazendo na Faixa de Gaza, é a mesma coisa que Hitler fez na Segunda Guerra Mundial nos campos de extermínio.