O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PR) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida será 12 de março, em referência à primeira morte registrada pela doença no Brasil.
A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O governo também levou ao Salão Nobre a instalação “Cada Nome, Uma Vida”, dedicada às mais de 700 mil mortes provocadas pela Covid-19 no país.
Na fala durante a sanção, Lula cobrou responsabilidade sobre a condução da pandemia e disse que a memória das vítimas precisa vir acompanhada de apuração política. “Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado, se a gente conseguir cravar o nome dos responsáveis”, afirmou.
O presidente também criticou a disseminação de informações falsas contra vacinas e reforçou que a desinformação agravou o cenário de mortes. Padilha disse que a memória das vítimas tem papel de acolher o sofrimento e impedir que o país repita os erros cometidos na crise sanitária.
Além da cerimônia em Brasília, o Ministério da Saúde anunciou homenagens simultâneas em seis capitais nesta segunda-feira (11), com projeções de nomes de vítimas e mensagens de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos profissionais da linha de frente. A mostra no Planalto ficará aberta à visitação até 19 de maio.
Em 7 de abril, o Ministério da Saúde já havia inaugurado o Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, com espaços dedicados às vítimas, à vacinação e ao combate à desinformação. O governo também afirma ter ampliado a cobertura vacinal nos últimos três anos, depois da queda registrada até 2022.
A lei cria uma data oficial de memória, mas também recoloca no centro do debate a responsabilidade do Estado diante da maior emergência sanitária da história recente do país. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.
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