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Lula pode rever política da SECOM após aprovação estagnada

Pesquisas Datafolha e IPEC, divulgadas nesta quinta-feira (7/12), mostram que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estagnou ao longo do primeiro ano do governo, apesar dos investimentos em publicidade por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), bem como de bancos públicos e estatais.

Segundo a pesquisa Datafolha, o petista fecha 2023 com 38% de aprovação dos brasileiros, enquanto 30% consideram seu trabalho regular, e o mesmo número, ruim ou péssimo.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 6 de setembro, a aprovação de Lula permaneceu congelada, estagnou, no percentual de 38%.

Já os que consideram o governo Lula ruim oscilou um ponto para baixo, agora 30%, enquanto o índice para os que consideram regular continuou em 30%.

A pesquisa IPEC, por sua vez, aponta que 38% dos brasileiros classificam o terceiro governo do presidente como ótimo ou bom.

Os que consideram regular são 30%, enquanto os que avaliam como ruim ou péssimo somam 30%.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 6 de setembro, a avaliação positiva de Lula oscilou dois pontos percentuais para baixo, passando de 40% para 38%.

Já a reprovação aumentou cinco pontos, de 25% para 30%.

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Esses resultados apontam para uma necessidade de revisão da política de comunicação do governo Lula.

A SECOM, órgão responsável pela comunicação do governo, tem investido pesado em publicidade, com gastos que podem chegar a R$ 430 milhões em 2023, segundo o Portal da Transparência.

Além do orçamento da SECOM, bancos públicos e estatais têm verbas à parte que podem chegar a R$ 2 bilhões este ano.

No entanto, esses investimentos não parecem estar surtindo o efeito desejado, já que a aprovação do governo permanece estagnada.

Xodó da gestão do ministro Paulo Pimenta, a TV Globo lidera o plano de mídia da SECOM, revelando-se ineficiente a estratégia de comunicação.

O Blog do Esmael já mostrou, por exemplo, que as afiliadas da Globo recebem recursos federais enquanto pregam a derrubada do governo Lula.

Ou seja, o próprio governo federal está financiando extremistas de direita nos estados.

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O Palácio do Planalto estuda mudança na pasta.

Há uma série de outros fatores que podem estar contribuindo para a estagnação da aprovação do governo Lula.

Um deles é o juro alto, dificuldade no crédito, e salário com baixo poder aquisitivo.

Estranhamente, segundo pesquisas IPEC e Datafolha, que têm fortes ligações com banqueiros e especuladores, a economia é a área melhor avaliada pelos pesquisados [sic].

A SECOM precisa encontrar formas de comunicar melhor as ações do governo e de mostrar aos brasileiros que ele está trabalhando para resolver os problemas do país.

Se o governo Lula tomar medidas para melhorar sua comunicação, pode aumentar sua aprovação e melhorar suas chances de reeleição em 2026.

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