Aliança entre Lula e União Brasil resiste à crise e pode crescer até 2026
Blog do Esmael, direto de Brasília – A queda de Juscelino Filho, ministro das Comunicações, nesta terça (8), denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), poderia ter sido o estopim de uma crise no Palácio do Planalto. Mas, no jogo de xadrez político de Brasília, um peão sacrificado pode salvar toda a estrutura.
Longe de rachar, a aliança entre o presidente Lula (PT) e o União Brasil segue viva – e até mais pragmática. A saída de Juscelino, articulada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e validada por Lula, pavimenta um caminho de estabilidade e continuidade para o partido no governo federal.
Nos bastidores, o Planalto já sinalizou: o União Brasil não perde espaço – apenas troca as peças.
A denúncia formal da PGR caiu como uma bomba controlada. Lula já havia dado o recado: manteria Juscelino apenas enquanto a Justiça não se manifestasse. Ao ser denunciado, o próprio ministro pediu exoneração, o que evitou ruídos maiores com o partido aliado.
O substituto, muito provavelmente, será o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA) – nome de confiança da cúpula partidária e bem relacionado em Brasília. Ele tem o apoio de Alcolumbre e de Antonio Rueda, presidente da sigla.
Enquanto isso, o União Brasil já articula manter outro ministério na Esplanada, caso a dança das cadeiras avance com a reforma ministerial. O partido também cogita influenciar futuras trocas em Turismo, Ciência e Tecnologia, ou mesmo reforçar posições estratégicas nos fundos federais e emendas parlamentares.
No Congresso, a leitura é clara: Lula preserva a governabilidade e mantém de pé a base aliada com o Centrão. A permanência do União Brasil no governo é vital para votações-chave no Congresso, como a reforma tributária, o novo arcabouço fiscal, PEC da Segurança, aumento da isenção no IR, e eventuais medidas de ajuste em 2025.
No Planalto, o gesto de Juscelino – sair antes de ser demitido – foi visto como um “ato de maturidade política”. Ele agradeceu Lula publicamente e reafirmou apoio ao projeto político do governo.
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, soltou nota dizendo que o partido confia na inocência de Juscelino e segue comprometido com a estabilidade e os resultados do governo federal.
A saída de um ministro por denúncia não é novidade no Brasil. O que chama a atenção neste caso é a capacidade de adaptação do sistema político brasileiro, especialmente do Centrão, que hoje se veste com a camisa do União Brasil.
Assim como no passado PP, MDB e DEM operavam por dentro dos governos Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, agora é o União Brasil que se equilibra entre a base e a “independência”. Um pé no governo, outro no futuro.
Mesmo com escândalos pontuais, a máquina segue rodando – com pragmatismo e olho em 2026.
A tendência é que a aliança Lula-União Brasil se aprofunde, seja na forma de apoio congressual, seja como parte da frente ampla democrática que pode enfrentar a extrema direita nas urnas.
É cedo para cravar qual será o desenho eleitoral. Mas os movimentos recentes apontam para um bloco governista mais robusto e resiliente, que poderá disputar 2026 com base na estabilidade e nos acordos políticos firmados agora.
O União Brasil pode indicar nomes ao Senado, à vice-presidência ou mesmo negociar cargos no Legislativo que ampliem seu poder de barganha. Com Lula, ou sem ele na disputa, a legenda não sairá menor dessa história.
O que você precisa saber sobre a queda de Juscelino
Juscelino Filho foi demitido?
Não. Ele pediu demissão após a PGR apresentá-lo como réu em denúncia criminal. A saída foi acordada com o Planalto.
O União Brasil saiu do governo Lula?
Pelo contrário. O partido deve indicar o substituto de Juscelino e manter seu espaço na Esplanada dos Ministérios.
Quem deve assumir o Ministério das Comunicações?
O mais cotado é o deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), líder do União Brasil na Câmara.
Isso afeta a base do governo no Congresso?
Não. A aliança entre Lula e União Brasil segue firme e é essencial para aprovar pautas do Executivo.
Essa troca pode impactar a eleição de 2026?
Sim. A manutenção da aliança entre Lula e o Centrão pode ser decisiva para a formação de uma frente ampla contra a extrema direita.
A saída de Juscelino Filho não abala o governo Lula – apenas reforça a lógica de governabilidade que há décadas move o Brasil: o presidencialismo de coalizão. Troca-se o ministro, mantém-se a base.
Com apoio do União Brasil, Lula ganha tempo e fôlego. E o Centrão, mais uma vez, mostra que escândalos não derrubam quem sabe operar o poder nos bastidores.
E você, leitor, acredita que essa aliança pode sustentar o governo até 2026? Comente, compartilhe e siga de olho aqui no Blog do Esmael, onde os bastidores do poder são revelados sem filtro.
Esmael Morais é jornalista e advogado. Editor do Blog do Esmael, especialista em bastidores do poder e política nacional.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.





Muito bom seguir tua percepção do cenário, nesse tabuleiro .
Peço, apenas , q os políticos atrapalhem bem menos o dia a dia dis empresários e dos empreendedores