A ministra Gleisi Hoffmann (PT), das Relações Institucionais, reuniu prefeitos e prefeitas do Paraná, em Brasília, na terça-feira (24), para alinhar como obras, investimentos e programas do governo Lula (PT) podem chegar com mais velocidade aos municípios, com foco em destravar acesso e acompanhar a execução no território.
A ministra disse que o encontro foi de “diálogo direto” para ouvir demandas, alinhar prioridades e fortalecer a parceria entre União e prefeituras.
Gleisi pretende zerar a pauta de entregas do governo até o começo de abril próximo, quando ela deixará o governo para concorrer ao Senado pelo Paraná.
Participaram representantes de quatro associações municipais, a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), a Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa), a Associação dos Municípios da Região Suleste do Paraná (AMSULEP) e a Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), um recado político de coordenação regional, não de foto protocolar.
No governo, a mesa reuniu nomes com caneta em áreas sensíveis para as cidades: o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a presidenta do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, além do secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Roberto Nami Garibe Filho, e do secretário especial adjunto de Assuntos Federativos, Gerson Bittencourt.
A leitura política é direta: Gleisi, que comanda a articulação institucional do Planalto, tenta reduzir o custo burocrático que costuma separar anúncio e entrega, especialmente em obras e programas que dependem de convênio, projeto, licitação e prestação de contas.
O Paraná entra nessa seara com duas pressões ao mesmo tempo. A necessidade real de acelerar serviços na ponta, saúde, educação, infraestrutura, e a disputa de narrativa, porque a política municipal é onde a população mede governo sem filtro, na fila, na obra, no ônibus e na escola.
Dito isso, a cobrança que fica para o Planalto é simples: reunião boa é a que vira cronograma público e entrega mensurável. Sem isso, a agenda vira gesto e a cidade continua esperando.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




