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Ao vivo: É dramática a situação na ALEP, antes da votação da privatização de escolas

Professora Walkiria Mazeto avalia ocupação da ALEP e perspectivas para votação do PL de Privatização das Escolas Públicas do Paraná

Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) permanece ocupada por manifestantes contra a privatização das escolas públicas

A professora Walkiria Mazeto, presidenta do APP Sindicato, concedeu entrevista manhã de hoje, 4 de junho de 2024, para avaliar a ocupação da ALEP por manifestantes contrários à privatização das escolas públicas do Paraná. Na entrevista, a professora Mazeto relata os acontecimentos da noite anterior, as perspectivas para a votação do projeto de lei em segundo turno e as medidas que serão tomadas pelo sindicato caso o projeto seja aprovado.

Nesta terça-feira, às 13h30, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEP examina a constitucionalidade das emendas ao projeto durante a primeira votação. Ato contínuo, o texto seguirá para a apreciação do plenário em segundo turno. Abaixo, acompanhe ao vivo.

Na primeira votação remota online, ocorrida ontem (3/6), por 39 votos a 13, os deputados estaduais aprovaram a privatização de escolas. Esta votação foi realizada com o plenário da ALEP ocupado por estudantes.

Acompanhe à sessão da CCJ ao vivo:

Manifestação na ALEP:

  • Grupo de 50 pessoas permanece na ALEP: Cerca de 50 manifestantes permaneceram na ALEP durante a noite após a votação do projeto em primeiro turno. Um grupo menor acampou no local, enquanto os demais acompanharam as negociações internas e a tentativa de retirada do projeto.
  • Condições precárias para os manifestantes: Os manifestantes que acamparam na ALEP enfrentaram condições precárias durante a noite. O ar-condicionado foi desligado e os manifestantes não tiveram acesso a cobertores ou outras formas de se aquecer.
  • Acordo para permanência dos manifestantes: Um acordo foi firmado entre o comando da operação da ALEP e os manifestantes, permitindo que eles permaneçam no local até o final da sessão de votação do projeto em segundo turno.
  • Negociações em andamento: Uma comissão de deputados, composta por membros da oposição e da base do governo, está em processo de negociação com o governo para buscar soluções para o impasse. As negociações incluem a retirada do projeto de lei e o encerramento da greve dos professores.

Adesão à greve dos professores:

  • Mais de 70% dos professores aderem à greve: A professora Mazeto afirma que a adesão à greve dos professores supera 70%, contrariando as informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Educação.
  • Aulas presenciais suspensas: Em diversas escolas, as aulas presenciais foram suspensas e os alunos estão assistindo a vídeos e filmes, o que não configura como atividade pedagógica regular.
  • Professores temem represálias: A professora Mazeto expressa preocupação com a possibilidade de represálias contra os professores que estão aderindo à greve.
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Professora Walkiria Mazeto, presidenta da APP-Sindicato. Foto: divulgação/APP

Perspectivas para votação do PL:

  • Expectativa de retirada do PL: Apesar das dificuldades, a professora Mazeto ainda acredita na possibilidade de o projeto de lei ser retirado. O sindicato está buscando o diálogo com o governo para encontrar soluções alternativas para a crise na educação pública do Paraná.
  • Medidas cabíveis em caso de aprovação do PL: Caso o projeto de lei seja aprovado, o APP Sindicato tomará todas as medidas cabíveis para defender os direitos dos professores e dos alunos. Isso inclui a possibilidade de ajuizar ações na justiça.
  • Impacto da privatização das escolas: A professora Mazeto alerta para os impactos negativos da privatização das escolas públicas, que afetariam não apenas a gestão administrativa, mas também o conteúdo pedagógico e o atendimento aos alunos.

A ocupação da ALEP pelos manifestantes contra a privatização das escolas públicas do Paraná é um movimento legítimo e necessário para defender a educação pública de qualidade, segundo a professora Walkiria Mazeto. O APP Sindicato está mobilizado para lutar contra o projeto de lei e buscar soluções alternativas para a crise na educação pública do estado.

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