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Copel é acusada de enganar 1.600 funcionários com PDV após privatização | Retrospectiva 2023

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está enfrentando críticas e alegações de enganar 1.600 funcionários em relação ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) após sua privatização.

Funcionários afirmam que a empresa inicialmente abriu o PDV para todos os empregados, resultando em cerca de 3.700 adesões, das quais quase 3.000 foram confirmadas e homologadas pelos sindicatos.

No entanto, a Copel efetivou apenas 1.437 dessas adesões, deixando 1.600 funcionários de fora e cancelando o PDV.

Os funcionários argumentam que a Copel firmou um acordo coletivo com os sindicatos que permitiria que todos os interessados aderissem ao PDV.

Além disso, o acordo estipulou que se o custo total das demissões excedesse 300 milhões de reais, um cronograma de demissões seria implementado.

No entanto, a empresa efetivou apenas uma fração das adesões e cancelou o PDV, deixando 1.600 funcionários sem opção de sair voluntariamente.

Isso levou a acusações de traição por parte dos empregados, uma vez que o acordo coletivo também havia removido benefícios como o 1/3 adicional de férias e a estabilidade no emprego.

Funcionários da energética privatizada mencionam que a situação é desesperadora dentro da empresa, pois há trabalhadores que já haviam se programado para esse desligamento por meio do PDV prometido pela Copel, antes da privatização.

Os funcionários alegam que a empresa não cumpriu o acordo coletivo e os deixou em uma posição precária.

Eles classificaram o descumprimento do acordo coletivo como um “golpe” para facilitar a privatização da companhia que era a mais eficiente e mais lucrativa estatal de energia do país.

A Copel ainda não emitiu uma declaração oficial sobre o assunto.

No entanto, lideranças políticas veem uma janela para anular a privatização da companhia realizada em agosto passado.

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