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Climão no PT após a saída de Requião: os bastidores estão pegando fogo

O deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do Partido dos Trabalhadores no Paraná, sem citar nomes, publicou um tuíte no X que revela um climão na legenda após a desfiliação do ex-governador Roberto Requião.

Classificando de “oportunismo”, Arilson escreveu que “Nas eleições passadas teve quem não resistiu roer queijo com o adversário, constrangendo toda nossa campanha”. Certamente, o dirigente estadual petista se referiu ao “queijo” do governador Ratinho Junior (PSD). Ratinho derrotou Requião na disputa pelo Palácio Iguaçu nas eleições de 2022.

“Infelizmente o candidato [Requião] por circunstâncias políticas não faz mais parte da nossa legenda”, continuou o presidente do PT-PR, referindo-se ao ex-governador e ex-senador, que, na quarta-feira (27/3), anunciou que estava saindo da agremiação após um ano da filiação.

“Agora, o algoz declara compaixão ao candidato que tapeou?!”, disparou Arilson Chiorato, sem citar nomes. No entanto, o Blog do Esmael registrou que o ex-ministro José Dirceu jantou com Ratinho Junior nas vésperas das eleições de 2022. Na época, esse encontrou causou uma crise no PT paranaense.

Também não é de somenos a amizade que o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro, nutre pelo governador Ratinho Junior. Eles se encontraram diversas vezes antes, durante e depois da disputa pelo Palácio Iguaçu, peleja que Requião participou para ajudar eleitoralmente o esforço para eleger o presidente Lula (PT) e derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Paraná.

Sobre a declaração de “compaixão”, o presidente estadual petista certamente se refere à campanha “#FicaRequião” patrocinada nas redes sociais pelo deputado Zeca Dirceu.

Por conta desta postagem do deputado Arilson Chiorato, sugerindo que Requião deixou o partido por desgosto com a “chifrada” de Dirceu, se estabeleceu um climão no PT do Paraná e do Brasil.

O conflito interno no PT do Paraná não se restringe apenas ao estado. Arilson Chiorato é próximo da presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, o que amplifica o alcance e a relevância de suas declarações.

A desfiliação de Roberto Requião e as consequentes disputas e alianças políticas reverberam em todo o Brasil. O PT, como um dos principais partidos do Brasil, precisa lidar com essas divergências internas enquanto enfrenta os desafios de se manter coeso e relevante no cenário político nacional.

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