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Campanha de Flávio aciona TSE contra canal Exército do Lula

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir explicações sobre o canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e alegou que apoiadores do presidente estariam coordenando ações para influenciar buscas no Google e assuntos do momento nas redes sociais.

A iniciativa foi apresentada na terça-feira, 20 de outubro, ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Segundo a petição relatada pela campanha adversária, mensagens no canal teriam orientado usuários a pesquisar a frase “Bolsonaro mandou matar Lula” no Google e a impulsionar hashtags na plataforma X.

Campanha pede explicações sobre atuação no WhatsApp

O pedido questiona informações atribuídas ao WhatsApp segundo as quais a plataforma não teria identificado sinais de comportamento coordenado no canal. A representação coloca em disputa os limites entre mobilização política legítima, coordenação de apoiadores e eventual manipulação artificial de indicadores digitais.

As alegações apresentadas pela campanha de Flávio não equivalem, por si só, a uma conclusão da Justiça Eleitoral sobre irregularidade. Para avaliar o caso, é necessário distinguir o conteúdo da petição, eventuais respostas das plataformas e qualquer decisão que venha a ser proferida pelo tribunal.

Disputa digital entre os dois campos

Os canais de apoiadores de Lula e Flávio vêm convocando seguidores a compartilhar mensagens e disputar a visibilidade de temas no X. Na terça-feira, grupos ligados aos dois candidatos promoveram expressões distintas sobre a participação política do Nordeste, numa disputa que levou hashtags de ambos os lados aos assuntos mais comentados.

A existência de uma mobilização organizada não demonstra automaticamente violação das regras eleitorais. A análise jurídica depende do conteúdo exato das mensagens, da escala da operação, de eventual uso de recursos vedados e das normas aplicáveis à propaganda e ao ambiente digital.

O que falta esclarecer

O caso exige acompanhar se o TSE solicitará informações adicionais ao WhatsApp, ao Google ou a outras plataformas, se haverá manifestação de Janones e qual será a resposta formal da campanha de Lula. Também é necessário verificar se a petição pede apenas esclarecimentos ou requer providências judiciais específicas.

Na reta final antes do segundo turno de 25 de outubro, a disputa pela circulação de mensagens virou parte central da campanha. O acompanhamento do processo deve separar acusações eleitorais, provas apresentadas e decisões efetivamente tomadas pela Justiça.

O Blog do Esmael acompanhará os desdobramentos e atualizará esta reportagem quando houver manifestação oficial ou decisão do TSE. Leia a cobertura eleitoral no Blog do Esmael.