Bolsonaro volta a atacar urnas eletrônicas; e agora, Lira?

Bolsonaro topa chamar Dalgatti para uma live sobre fraude em urna eletrônica

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Surtado e inconsolável, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (2/7) que pretende fazer ‘live’ com hackers para provar que é possível fraudar a urna eletrônica. Em sua nova obsessão, o mandatário topa até convidar o hacker Walter Dalgatti Neto, um dos quatro presos da Operação Spoofing.

“Eu pretendo, estou tentando, já fizemos contato com as pessoas que entendem do assunto, são hackers, para fazer uma demonstração pública. Lógico que a televisão não vai mostrar, mas vou fazer uma live”, disse o presidente.

A Operação Spoofing foi uma ação da Polícia Federal, em julho de 2019, que investigou as invasões às contas de Telegram de autoridades brasileiras e de pessoas relacionadas à operação Lava Jato. O material apreendido confirmou o conluio existente entre o ex-juiz Sergio Moro, a força-tarefa e a velha mídia corporativa. Ato continuo, o Supremo Tribunal Federal declarou Moro um “juiz suspeito” e todas ações contra o ex-presidente Lula fora anuladas.

Na ‘live’ presidencial dessa quinta (1º/7) à noite, Bolsonaro totalmente desequilibrado xingou o ex-presidente Lula de “ladrão” e ameaçou não passar a faixa presidencial, caso seja derrotado nas urnas pelo petista nas eleições de 2022.

“Eu aceito qualquer um que se eleja ano que vem, entrego a faixa presidencial numa boa, mas em eleições limpas”, disse o presidente, ao retomar a questão do voto impresso para evitar fraudes nas eleições.

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Segundo as pesquisas de opinião, Bolsonaro seria derrotado em todos os cenários já no primeiro turno pelo ex-presidente Lula. Os demais adversários seriam mais fáceis para o projeto continuísta de Bolsonaro.

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“Teremos problemas nas eleições do ano que vem. Eu entrego a faixa para qualquer um, mas na fraude não. O Lula saiu da cadeia para fraudar a eleição. Tiraram o ladrão da cadeia para ganhar a eleição na fraude”, atacou Bolsonaro.

“Não podemos enfrentar eleições no ano que vem com essa urna que está aí e que não é aceita em nenhum outro lugar do mundo. Com certeza a fraude (das urnas) não será apenas para presidente, mas para senadores e deputados, também”, insistiu o presidente.

Entretanto, o hacker Walter Dalgatti Neto ainda não foi contato pelo Palácio do Planalto.