O candidato do PDT a presidente, Ciro Gomes, tem razão ao chamar a atenção para o problema das famílias endividados no país.

Ciro delira ao dizer que 2º turno será entre ele e Lula e prevê Bolsonaro fora da eleição

Sonhar não paga imposto, diz um ditado. Por isso o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) abusou, delirou, ao dizer nesta sexta-feira (2/7) que ele irá para o segundo turno contra o ex-presidente Lula nas eleições de 2022.

“É meu cálculo, minha avaliação, e acredito francamente que o segundo turno é muito provável que seja eu contra o Lula, o que permitirá o país discutir as coisas em outro plano”, disse o pedetista em entrevista ao UOL. “Bolsonaro nem estará na eleição”, previu.

Ciro delira ao dizer que segundo turno será entre ele e Lula porque, de acordo com todas as pesquisas de opinião, o pedetista tem desempenho sofrível. O ex-ministro perde de Lula e Bolsonaro até no Ceará, seu principal reduto eleitoral.

“Há muito tempo acho que o Bolsonaro não estará no segundo turno. Não sei sequer se estará na eleição. Sairá da cabeça da nação brasileira essa espada que obriga a esquecer todas as contradições do Lula e do PT só para se livrar do mal maior, mais emergente, mais doído, que é a tragédia do genocida e corrupto Bolsonaro”, afirmou Ciro ao UOL.

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Lula, por sua vez, disse que se ele tivesse 2% e Ciro tivesse 30%, nem citaria o próprio nome. “Já falei várias vezes: não vou responder o Ciro, não vou brigar com o Ciro. É normal. Se eu tivesse 2% e ele tivesse 30%, ele nem citaria o meu nome. Agora, como eu tenho 30% e ele 2%, ele tem que citar meu nome. Paciência. Mas é assim mesmo na política. Não vou ficar com raiva dele por conta disso”, respondeu o petista numa entrevista ao Grupo Liberal, de Belém (PA).

O pré-candidato do PDT disse que Bolsonaro está derretendo e o STF (Supremo Tribunal Federal) devolveu as franquias eleitorais ao Lula. “Os partidos foram forçados a antecipar suas decisões e nada está posto. Tudo que parece hoje é muito mais luz do que fogo”.

Ciro Gomes defendeu uma frente ampla com o DEM, PSD, PSB, Rede, PDT e PV. No entanto, o ex-ministro afirmou que não quer o MDB “nem para ir para o céu”.