Uma plataforma digital do Banco do Brasil (BB) reduziu em 72% a perda de comida em escolas públicas e já mostra efeito direto na merenda, no bolso das prefeituras e na rotina de alunos da rede municipal. Em Belém, os primeiros testes apontaram economia de cerca de R$ 200 mil.
Chamada de BB Alimentação Escolar, a ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa ligada ao Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O sistema reúne dados sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício para ajudar gestores a ajustar cardápios, quantidades e compras.
Segundo o material divulgado, a solução foi testada em 15 municípios. Na capital paraense, começou em cinco escolas e entregou números concretos: 7 toneladas de comida preservadas, cerca de 25 mil refeições aproveitadas, redução de 10 toneladas de emissão de carbono, 2,4 mil alunos beneficiados e 88% de aprovação das refeições.
O impacto fiscal também pesa. A lógica é simples: menos sobra na cozinha significa menos compra desnecessária e mais dinheiro público bem aplicado. Em uma rede inteira de Belém, a expectativa informada é evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão.
A plataforma já aparece em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que indica possibilidade de expansão. A iniciativa conversa com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que sustenta a merenda na rede pública e depende de gestão eficiente para chegar melhor ao prato do estudante.
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Informações diretas da redação do Blog do Esmael.




