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Apoiadores de Lula criticam aliança com Ratinho Júnior pela volta do velho pedágio no Paraná

Desceu quadrado para os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive filiados do PT, a aliança com o governador Ratinho Júnior (PSD) que garantiu o leilão de rodovias estaduais e federais, na B3, sexta-feira (25/8), e, ato contínuo, a volta do velho pedágio no Paraná.

Dentre os críticos mais ácidos estão o deputado estadual Requião Filho (PT), líder da oposição na Assembleia Legilativa do Paraná (ALEP), que, além de lamentar a postura do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), que bateu o martelo na Bolsa de São Paulo, em nome de Lula, o filho do ex-governador do Paraná publicou vídeo dizendo que não foi por isso que ele fez o “L” nas eleições de 2022.

Em uma saia justa, o também deputado estadual Arilson Chiorato, que presidente o Partido dos Trabalhadores no Paraná, se manifestou prometendo fiscalizar concessionária, obras, fluxo de veículos e serviços.

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), por sua vez, disse que “felizmente trabalhamos muito esse ano para deixar a curva de aporte para depois dos 18%. Resultado: deságio de 18,25%”.

Segundo o parlamentar, que é da base do governador na ALEP, esses são os novos preços das praças de pedágio que integram o lote 1, atualizados.

“Para os veículos de transporte o multiplicador é o número de eixos”, observou Romanelli.

O ex-governador Roberto Requião (PT) foi lacônico na sua primeira fala após o leilão na B3: “Mãos ao alto, o pedágio do Paraná continuará sendo um assalto.”

Nos últimos dias, em suas redes sociais, Requião tem republicado vídeos com o presidente Lula, na campanha de 2022, prometendo pedágio com preço máximo de cinco reais.

No entanto, no lote 1, a tarifa mais barata parte de R$ 8,37 no trecho de São Luiz do Purunã (já com o desconto de 18,25%).

“Ratinho Júnior e sua ganância serão vigiados de perto”, prometeu Arilson Chiorato, que ainda antecipou que a tarifa abusiva teve pequeno desconto, no entanto, após degrau tarifário, poderá subir em até 40% o preço.

A volta do velho pedágio machucou bastante os setores progressistas e petistas no Paraná, que já vêm de uma derrota na batalha da Copel (Companhia Paranaense de Energia) que foi privatizada no dia 11 de agosto “a preço vil”, afirma o dirigente e parlamentar petista Arilson Chiorato.

Nem bem foi vendida, a Copel iniciou um processo de demissão em massa e isso está apavorando cerca de 6,2 mil funcionários da empresa de energia.

A exemplo do pedágio, a privatização da Copel também teve a anuência do governo federal – se ressentem os principais líderes do PT e dos partidos da Federação Brasil Esperança, seção Paraná.

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