Único que pode abrir o impeachment, Lira diz que Brasil não pode tolerar preços abusivos dos combustíveis

Único que pode abrir o impeachment, Lira diz que Brasil não pode tolerar preços abusivos dos combustíveis

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), único que pode abrir o impeachment, afirmou que os deputados vão buscar alternativas legislativas para evitar novos aumentos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. O tema vai ser discutido na reunião do Colégio de Líderes prevista para a próxima quinta-feira (30/09). Segundo Lira, o Brasil não pode tolerar gasolina a quase R$ 7 e o gás a R$ 120. Ele criticou o diretor da Petrobras Cláudio Mastella, que avalia um aumento nos preços em razão da alta do dólar.

Segundo os líderes de oposição no Congresso, Lira sentou em cima de 130 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A abertura de um dos processos faria o mandatário resolver os preços abusivos dos combustíveis, bem como corrigir outras mazelas que afligem a sociedade brasileira.

“O diretor da Petrobras Cláudio Mastella diz que estuda com “carinho” um aumento de preços diante desse cenário. Tenho certeza que ele é bem pago para buscar outras soluções que não o simples repasse frequente”, afirmou Lira por meio de suas redes sociais.

Lira disse que a Câmara está fazendo seu dever de casa para ajudar na retomada do crescimento econômico, com respeito aos limites fiscais e sendo responsável em todas as suas sinalizações para o mercado.

“Mesmo assim, o dólar persiste num patamar alto. Junto com a valorização do barril de petróleo, a pressão no preço dos combustíveis é insustentável”, disse o presidente.

Há 15 dias, Lira já havia cobrado mais esclarecimentos públicos da Petrobras em relação aos preços dos combustíveis e da logística do gás. Segundo ele, a estatal precisa ter uma política de preços clara e pensar no País, sobretudo neste momento de crise energética e de saída da pandemia.

Lira chegou a afirmar que o Congresso iria tomar providências para corrigir eventuais erros na empresa, sem prejudicar a economia e sem intervir na estatal nem retomar a política de controle de preços.

Ocorre que Jair Bolsonaro disse que ‘nada está tão ruim que não possa piorar ainda mais’ enquanto o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, sinalizou que a estatal continuará subindo os preços dos combustíveis. Segundo o militar, “não há nenhuma mudança na política de preços, na política da Petrobras”.

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